O Globo, Economia, p. 20
24 de Dez de 2011
Chevron é multada em mais R$10 milhões
Autuações e ações civis contra petroleira já somam R$20,4 bilhões
Mariana Durão
mariana.durao@oglobo.com.br
A Chevron recebeu mais uma autuação pelo vazamento de óleo ocorrido no Campo de Frade, operado pela empresa na Bacia de Campos. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) multou a petrolífera em mais R$10 milhões por falhas na execução do Plano de Emergência Individual (PEI) aprovado no licenciamento ambiental do projeto. Em 21 de novembro, o órgão já havia multado a empresa em R$50 milhões por lançar petróleo no mar. A autoridade ambiental ainda deve aplicar outra punição de até R$50 milhões à petroleira por danos ambientais, somando R$110 milhões.
Petroleira vai se defender
de multa por poluição
De acordo com o Ibama, entre as falhas no PEI estão a ausência de equipamentos nas embarcações de emergência e a demora na contenção inicial ao vazamento. O coordenador de atendimento a emergências do Ibama, Marcelo Amorim, diz que a terceira autuação à empresa depende da conclusão de um laudo técnico. Ela só poderá ser realizada quando o vazamento cessar por completo, o que levará ao menos 30 dias. Segundo ele, o total de óleo retirado do mar pela empresa não está claro, mas historicamente não passa de 5% em acidentes similares.
O caso continua sendo apurado por ANP, Ibama e Marinha, que recebem laudos diários da Chevron. Na quarta-feira termina o prazo para a Chevron se defender ou pagar a primeira multa do Ibama. A empresa informou que vai apresentar defesa.
Além do Ibama, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) já lavrou três autos contra a petrolífera, que podem resultar em pagamento de R$150 milhões. O governo do Rio pede outros R$150 milhões na Justiça, além de exigir que a Chevron arque com o monitoramento da área e faça auditoria de padrão internacional. Se as demandas forem confirmadas, a Chevron pagará R$410 milhões. Isso sem contar os R$20 bilhões pleiteados pelo Ministério Público Federal em Campos, em ação civil pública, por danos ambientais e sociais.
Em nota, a Chevron disse que seu plano de emergência foi executado de forma e em tempo adequados. "Em apenas quatro dias, período considerado excelente por especialistas do setor, a empresa conseguiu controlar a fonte do vazamento, iniciando o processo de monitorar o fluxo proveniente das linhas de afloramento, que agora está reduzido a gotas intermitentes".
O Globo, 24/12/2011, Economia, p. 20
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