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11 de Nov de 2010
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pretende ampliar a quantidade de formadores em Educação Escolar Indígena (EEI) nos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapros). Atualmente a Seduc conta com cinco formadores para EEI nas 15 unidades existentes no Estado.
A intenção foi revelada pela superintendente de Formação dos Profissionais da Educação da Seduc, Ema Marta Dunck Cintra. Ela esteve presente no I Seminário de Educação Escolar Indígena - Territórios Etnoeducaionais: "Uma construção coletiva", que é realizado no Salão Paroquial da Catedral Metropolitana de Cuiabá. A promoção é do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena (CEEEI).
Conforme Ema Marta, o evento é um momento importante para um diálogo com os profissionais da Educação indígenas ali presentes. O objetivo é criar estratégias para que as lideranças indígenas e os educadores possam estabelecer critérios para a escolha dos profissionais que vão atuar nessa área, no apoio às Escolas Estaduais de EEI.
De acordo com a superintendente, é necessário garantir uma educação pública de qualidade nas Escolas Indígenas, no mesmo patamar almejado para as demais unidades escolares da Rede. Também, garantir o processo de formação continuada para os professores que atuam nas aldeias. Os educadores indígenas presentes também reivindicaram a realização de cursos de formação para os gestores das escolas de EEI. Em dezembro, 298 profissionais estarão recebendo seus diplomas do Magistério Intercultural Indígena, por meio do Projeto "Haiyô".
A EEI faz parte da Superintendência de Diversidades Educacionais da Seduc. A superintendente, Débora Pedrotti Mansilla, também participou do seminário. Conforme Débora, é um dever da Educação Estadual assegurar os direitos das diferentes identidades indígenas. "Na Educação Indígena, estamos sempre ensinando e aprendendo", destacou.
Na abertura do evento, quarta-feira (10.11), o coordenador de EEI da Seduc, Felix Rondon Adugoenau, que é indígena, disse que estava comemorando exatamente um ano de sua presença na coordenadoria. De acordo com ele, com a transformação da EEI da Seduc, de gerência para coordenação, já foram possíveis alguns avanços, "mas existe muito por fazer ainda", conforme ressaltou.
Nesta quinta-feira (11.11) o seminário contou com as palestras "A EEI no Contexto das Políticas indigenistas", com a professora Maria Helena Fialho, coordenadora geral da Educação Escolar Indígena da Funai-DF e "A EEI e os Territórios Etnoeducacionais", com o professor dr. Gersem Luciano Baniwa, coordenador da EEI do Ministério da Educação (MEC). Agora, à tarde, duas palestras abordarão os temas: "Apresentação da situação da EEI em Mato Grosso", com professor Filadelfo de Oliveira Umutina e "Territórios Etnoeducacionais em Mato Grosso", com Félix Adugoenau.
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