JB, Cidade, p. A15
23 de Mar de 2004
Cedae projeta Guandu 2
Para melhorar a distribuição de água no Estado e criar uma fonte alternativa de abastecimento, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) planeja construir, no início de 2005, uma nova estação de tratamento no Rio Guandu. Com a construção da Guandu 2, a Baixada Fluminense receberia mais água e o risco de desabastecimento ficaria reduzido.
Atualmente, a Estação de Tratamento de Água de Guandu é responsável por 80% da distribuição de água da Região Metropolitana do Rio e é considerada a maior estação de abastecimento do mundo em volume de água tratada. Com produção de 40 mil litros de água por segundo, ela é monolítica - ou seja, dela depende todo o abastecimento da Região Metropolitana - o que aumenta a possibilidade de desabastecimento devido a problemas como a escassez de chuvas.
A estação capta água no Rio Guandu, formado pela junção das águas dos rios Piraí e Paraíba do Sul, após elas serem utilizadas pela Light para a geração de energia elétrica. A água chega à estação barrenta e turva e sai pura e cristalina. Segundo a Cedae, a água distribuída à população obedece aos padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde.
A Cedae é responsável pelo abastecimento de 14,7 milhões de pessoas, residentes em 63 municípios conveniados com a empresa. São produzidos mensalmente cerca de 148 bilhões de litros de água. A companhia tem uma rede de abastecimento de água de cerca de 14 mil quilômetros de extensão e uma rede coletora de esgotamento sanitário de 5 mil quilômetros.
Mas o desperdício pelo consumidor ainda é grande. Uma torneira pingando, por exemplo, é equivalente a 46 litros de água gastos por dia sem necessidade.
Para conscientizar a população sobre o valor da água, a Cedae montou uma miniestação de tratamento num estande na Central do Brasil, onde mostrará o processo da captação até a distribuição ao consumidor. Durante toda semana, serão distribuídos folhetos explicativos sobre o uso racional da água.
JB, 23/03/2003, Cidade, p. A15
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.