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Autor: Valéria Araújo
03 de Jul de 2012
Denúncia expõe problemas como falta de servidores, alimentos, materiais de limpeza e higiene
DOURADOS - Pacientes da Casa de Saúde Indígena (Casai) de Dourados estariam sofrendo com a precariedade no atendimento. De acordo com o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Fernando de Souza, faltam alimentos, materiais de limpeza e servidores; uma situação de caos. A casa de apoio para índígenas que chegam da região para serem atendidos em hospitais de Dourados, estaria sucateada. "Falta de tudo. A unidade e outras de todo o Estado estão vivendo de doação. Os funcionários sensibilizados procuram ajuda no comércio ou junto a Programas, como o Mesa Brasil, para manter os atendimentos", destaca, observando que não há equipe da apoio para os serviços gerais, que acabam sendo feitos por técnicos e enfermeiros.
Fernando de Souza afirma que vai realizar um levantamento sobre o que está faltando na Casai e dependendo do resultado poderá pedir o fechamento da unidade até que os insumos sejam reestabelecidos. "Estivemos na Unidade e o que vimos não foi nada bom: sujeira e escassez de materiais básicos", afirma.
Segundo ele, a falta de higiene no local causa sérios riscos de contaminação. Em relação aos postos de saúde da reserva, ele afirma que a partir dessa semana os atendimentos começam a ser mínimos. "Vamos trabalhar apenas com o que temos. Se um carro estiver danificado, por exemplo, não vamos utilizá-lo no atendimento aos pacientes. É preciso renovar a frota que está sucateada", ameaça. Na última sexta-feira os atendimentos foram paralisados por um dia, em protesto. Na Capital, faixas e cartazes marcaram a passeata de servidores na área central da cidade.
O PROGRESSO recebeu um pedido de socorro na manhã de ontem, via mensagem de fax. Com a mensagem "Falta na Casai", o texto descreve 23 itens que estariam em falta na unidade. São eles: macarrão, açúcar, óleo, leite integral, sal, copo descartável, achocolotado, dietas nestogeneo I e II, bolacha de água e sal, bolacha de maisena, extrato de tomate, carne, além de materiais de limpeza e higiene como: sabonete, creme dental, detergente, sabão em pó, sapólio, bucha dupla face, papel higiênico, papel toalha, bombril, pedra sanitária e água sanitária. A mensagem vem da própria sede da Casai, através do número (67) 3421 4902.
SESAI
O presidente da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Nelson Olazar, explicou ao O PROGRESSO por telefone que desconhecia a falta de alimentos e materiais de limpeza na Casai. Reconheceu que faltam servidores no Estado mas anunciou a contratação de 80 para MS. O processo está em andamento através de uma ação emergencial. Ele explica que há barreiras em relação aos processos burocráticos que precisam ser cumpridos para atender a lei o que demanda um tempo maior, mas que aos poucos tudo está sendo resolvido.
O presidente disse que já encaminhou projetos para a aquisição de subsídios para a Sesai em Brasília e que tão logo haja a aprovação deste documento é possível a abertura de licitação para o fornecimento de insumos diversos. Ele diz que o problema com os servidores se dá devido ao fato que é a primeira vez que a Sesai realiza este procedimento, inclusive com novas normas, já que antes isto era responsabilidade das prefeituras. O presidente disse que virá a Dourados para conferir a situação da Casai in loco. O PROGRESSO não foi autorizado a entrar n o local, para entrevistar os pacientes.
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