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Carros esquecidos em represa serão destruídos

OESP, Metrópole, p. C5
10 de Fev de 2011

Carros esquecidos em represa serão destruídos
Após anos de processos judiciais, quase um terço dos 16 mil veículos empilhados nas margens da Guarapiranga vão se tornar ferro-velho

Luísa Alcalde

A Secretaria da Segurança Pública decidiu destruir veículos há anos recolhidos em pátios privados. São carros apreendidos após serem furtados, roubados, terem o chassi adulterado ou serem objetos de crimes de trânsito. Como os processos judiciais que envolvem esses bens levam anos, os automóveis permanecem nos pátios se deteriorando até que a Justiça decida seu destino.
Só que, depois de tanto tempo tomando sol e chuva, eles se descaracterizaram ou foram depenados. Por esses motivos, boa parte não pode sequer ser identificada. Esses veículos terão as carcaças destruídas e o ferro que sobrar será leiloado a interessados na matéria-prima, como siderúrgicas. Nessa situação estão 5 mil dos 16 mil carros do Pátio Santo Amaro, o maior da capital, na região da Guarapiranga, extremo da zona sul.
Para chegar a esse diagnóstico, a pasta designou no ano passado 41 investigadores, que a partir de setembro anotaram números de chassi, motor, modelo e ano de fabricação. O trabalho começou em setembro. Há 15 dias foi publicado edital para escolher a empresa que fará a destruição e o leilão dos veículos. A data da operação ainda não foi marcada. "Esse mesmo trabalho de análise da situação de cada carro será replicado nos outros 40 pátios da capital", explica o secretário-adjunto da Segurança, Arnaldo Hossepian Junior.
A decisão só pôde ser tomada após entendimentos com o Ministério Público Estadual e o Judiciário. O diretor do Departamento de Inquéritos e Polícia Judiciária (Dipo) do Tribunal de Justiça de São Paulo, Alex Tadeu Monteiro Zilenovski, disse que o pedido de autorização feito pela Secretaria da Segurança para destruir os 5 mil automóveis foi encaminhado ao Tribunal de Justiça. "Para cada caso serão tomadas as medidas cabíveis, assegurando-se os direitos dos donos. Se não houver investigação envolvendo os carros não identificados e eles não puderem voltar a circular, serão destruídos ou vão a leilão." Também foi pedido ao TJ que cada juiz examine casos sob sua responsabilidade. E, na sentença, já decida o destino dos produtos.

OESP, 10/02/2011, Metrópole, p. C5

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110210/not_imp677520,0.php

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