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Cantareira opoe Sabesp e agencia federal

OESP, Cidades, p.C3
21 de jul de 2004

Cantareira opõe Sabesp e agência federal

Silvana Guaiume

Campinas - A Agência Nacional de Águas (ANA) refez a proposta de outorga do Sistema Cantareira, que abastece 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo e 4,5 milhões na região de Campinas. Divulgada anteontem, ela prevê vazões máximas de 31 metros cúbicos por segundo para São Paulo e de 5 m3 para a Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que atende à região de Campinas. Define ainda que, em época de seca, quando a reserva do sistema cair abaixo de 20%, São Paulo poderá retirar até 24,8 m3 por segundo - 80% da vazão máxima. Diretor de Distribuição da Sabesp, Paulo Massato Yoshimoto criticou o projeto. "Não tenho condição de atender a região com 24,8 metros cúbicos."

Yoshimoto alegou que a Sabesp trabalha na região metropolitana com a vazão máxima do Cantareira em 95% do tempo. Mas ele não é o único descontente. O Comitê PCJ já adiantou que pretende pleitear aumento da vazão máxima em época de seca para 4 m3 por segundo, em lugar dos 2 m3 previstos. "Se a Sabesp terá, na pior das hipóteses, 80% da vazão, devemos ter a mesma proporção", disse o coordenador de Projetos da entidade, Sérgio Razera. Pela proposta federal, o volume que o consórcio poderá captar na época de seca equivale a 40% do total.

O projeto da ANA prevê ainda o tratamento de 95% do esgoto produzido pelas cidades atendidas pela Sabesp. E determina a cobrança pelo uso da água para a toda a bacia, uma vez que o Rio Atibaia passa a ser de jurisdição federal.

OESP, 21/07/2004, p.C3

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