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Cancún debate lâmpadas mais econômicas

OESP, Vida, p. A25
05 de Dez de 2010

Cancún debate lâmpadas mais econômicas

Afra Balazina

Além da negociação das medidas para conter o aquecimento global, a Conferência do Clima da ONU, em Cancún (COP-16), também mostra o que as pessoas, individualmente, podem fazer para reduzir o problema.
Uma atitude simples e eficiente que se debateu no México é a troca das lâmpadas incandescentes por fluorescentes. No Brasil, a substituição reduziria o consumo de energia em 21,4 terawatts-hora por ano, o equivalente a evitar o uso de seis usinas médias de carvão. Em relação às emissões, significaria tirar, durante um ano, 1 milhão de veículos das estradas.
Países como Cuba, Venezuela e Argentina já baniram as lâmpadas incandescentes. No Brasil, há uma proposta de portaria em consulta, porém ela deve entrar em vigor somente em 2012.
Outra medida simples - o plantio de árvores perto das casas, por exemplo - ajuda na criação de sombras no verão e de uma barreira contra o vento gelado no inverno. Isso contribui para reduzir o consumo doméstico de energia.
Outro ponto que pode fazer grande diferença é não deixar aparelhos em stand-by (quando eles não estão em uso, porém continuam ligados à tomada).
Proteção. Alguns dos avanços buscados em Cancún não dependem apenas de uma pessoa ou família. Uma pesquisa da ONG Conservação Internacional (CI) mostra que é possível proteger a floresta e evitar a extinção de espécies. Segundo o estudo, a taxa de extinção de aproximadamente 2,5 mil espécies que vivem em florestas poderia ser reduzida de 46% a 80% em cinco anos com o adequado financiamento para apoiar projetos de compensação financeira aos países que reduzirem o desmatamento.

OESP, 05/12/2010, Vida, p. A25

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101205/not_imp649635,0.php

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