VOLTAR

Bromélias e cactos tomam o Jardim Botânico

O Globo, Rio, p. 18
27 de Dez de 2006

Bromélias e cactos tomam o Jardim Botânico
Marina Silva visita hoje o bromeliário, que está sendo ampliado, e o cactário, reaberto depois de 10 anos

Tulio Brandão

As bromélias e os cactos são as novas estrelas do Jardim Botânico. 0 novo cactário, reaberto depois de 15 anos fechado, e a expansão do bromeliário, que terá estufa para exposição, serão visitados hoje pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Segundo o curador de plantas vivas do jardim, Cláudio Nicoletti, a área das bromélias, que será aberta ao público em janeiro, vai abrigar dez mil plantas de 400 espécies. Já o espaço dos cactos ganhou mil plantas de 300 espécies distintas.
Nicoletti explica que as parcerias público-privadas possibilitaram a -ampliação. 0 novo bromeliário recebeu R$ 320 mil da Amil e o cactário, R$ 100 mil em prestação de serviços da Blue Man e do Espaço Botânico. Além disso, as áreas foram beneficiadas por verbas do governo federal.
Bromélias dominam lista de espécies ameaçadas
0 bromeliário está dividido em três partes: a Estufa Roberto Burle Marx, que está em fase final de reforma, a estufa para pesquisas Dimitri Sucre, que foi ampliada, e uma área de exposição externa.
A bromélia, que ocorre majoritariamente na América tropical, é o gênero com maior número de plantas na nova lista da flora ameaçada de extinção, que será publicada pelo Ibama. Entre as espécies encontradas no Jardim Botânico, está a ameaçada Vriesia fosteriana.
- 0 risco dela desaparecer é alto. As bromélias são ameaçadas porque são muito endêmicas (ocorrem apenas em regiões específicas), adaptam-se a poucos habitas e são muito usadas como plantas ornamentais - disse Nicoletti.
0 novo cactário ganhou atrações como o canteiro "parece, mas não é", com espécies que se confundem com cactos, como a Euphorbia millii, popularmente conhecida como coroa-de-cristo. Na área destinada às espécies que não ocorrem naturalmente no Brasil, há a exótica Echinocactus grussonii, conhecida pelo nome de sofá-de-sogra.
Na visita, Marina Silva vai lançar as obras do Museu do Meio Ambiente, além de inaugurar os centros de visitantes e de produtos sustentáveis.

O Globo, 27/12/2006, Rio, p. 18

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.