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Brasil vota contra mas convenção mundial aumenta proteção ao mogno

Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo-São Paulo-SP e Tribuna de Imprensa-Rio de Janeiro-RJ
14 de Nov de 2002

Para exportar mogno, daqui para a frente, será preciso ter uma série de garantias, técnicas e científicas, de que a madeira foi extraída de modo sustentável e de forma a não colocar a espécie em risco de extinção, no local de onde foi tirada.

No Brasil, isso significa que além de obter um certificado de uma autoridade do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), todo o mogno que sair oficialmente do País terá de obter também um certificado de uma autoridade científica, de uma instituição a ser nomeada pelo governo federal.

Desse modo pode ser traduzir a decisão tomada ontem, na reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna e da Flora (Cites), em Santiago, no Chile. Por 68 votos a favor e 30 contra, foi aprovada a inclusão do mogno no Anexo II da Cites, mais rigoroso do que o Anexo III, onde a espécie estava até agora.

A proposta de mudança foi da Nicarágua e contou com o apoio declarado do México, Costa Rica, Indonésia, Inglaterra e União Européia. O Brasil votou contra, ao lado da Bolívia e de Gana, tendo solicitado que a votação fosse secreta, no que foi atendido.

Além dos representantes dos países signatários da Cites, discursou um integrante da Associação Internacional de Produtores de Madeira (IWPA), contra a alteração, e o brasileiro Paulo Adário, coordenador das campanhas da Amazônia, do Greenpeace, a favor. Segundo Adário, foi "uma histórica vitória em defesa do mogno, das populações da América Latina, que querem seus recursos florestais protegidos e explorados de forma sustentável".

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