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Brasil lanca balao para estudar camada de ozonio

O Globo, Meio Ambiente, p.42
05 de Jun de 2005

Brasil lança balão para estudar camada de ozônio
Especialistas franceses e brasileiros avaliarão também os volumes de dióxido de carbono
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França realizam hoje o primeiro de uma série de dez lançamentos de balões estratosféricos cujo principal objetivo é estudar a camada de ozônio.
Nesse vôo, será embarcado o Ozone Sampler, desenvolvido no Max-Planck Institute, da Alemanha, capaz de obter amostras do ar para estudos de ozônio, dióxido de carbono e vapor de água em várias altitudes da atmosfera. O lançamento será efetuado do aeroporto de Timon, em Teresina.
A missão científica para o lançamento de balões estratosféricos na região equatorial brasileira teve início no dia 15 de maio e deve durar até 17 de julho. Dentre os objetivos dessa missão estão os estudos da formação, destruição e mecanismos de transportes do ozônio na camada da estratosfera e a medida de outros gases minoritários, além de estudos para a validação dos dados obtidos pelos instrumentos do satélite europeu Envisat.
Também serão efetuados os testes dos instrumentos a serem utilizados na próxima missão meteorológica européia, denominada Metop, a calibração de células solares com qualificação espacial, e testes de um novo tipo de balão pressurizado, que tem 12 metros de diâmetro.
Balões atingem 38 quilômetros de altura
Os vôos dos balões estratosféricos chegarão a atingir 38 quilômetros de altitude, durante períodos que podem variar de 60 minutos a 20 horas, dependendo do tipo de balão e da carga útil.
Com os lançamentos já realizados em 2004, o Setor de Lançamento de Balões do Inpe adquiriu técnicas para lançamentos de balões no chamado método estático, utilizando balões auxiliares. O setor utiliza atualmente o método dinâmico, em que a experiência fica suspensa do chão por meio de um guincho que se movimenta para o alinhamento do balão com o experimento. Somente após este alinhamento, o experimento é liberado para o vôo.

O Globo, 05/06/2005, p. 42

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