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Brasil e Alemanha fazem pacto para redução de gases-estufa

O Globo, Sociedade, p. 26
21 de Ago de 2015

Brasil e Alemanha fazem pacto para redução de gases-estufa
Descarbonização da economia deverá acontecer até o final do século XXI

- BRASÍLIA- A presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã Angela Merkel anunciaram ontem, em Brasília, uma declaração conjunta para combater os efeitos das mudanças climáticas. Os dois países passam a ter o compromisso com a descarbonização da economia até o fim deste século. Isso quer dizer que até 2100 o Brasil não emitirá mais gases-estufa do que é capaz de absorver. O detalhamento dos objetivos brasileiros de redução de gases-estufa até 2030 será anunciado durante a assembleia geral da ONU, em setembro, segundo Dilma.
- Avançamos também na cooperação ambiental: acordamos compromissos comuns para enfrentar a grande questão do século XXI, as mudanças do clima. Se nós queremos evitar de fato que a temperatura global aumente dois graus, o nosso compromisso com a descarbonização no horizonte de 2100 é algo relevante - disse Dilma, durante a declaração conjunta à imprensa, ao lado de Merkel.
A presidente mencionou que já tinha se comprometido, em junho, a zerar o desmatamento e reflorestar 120 mil km² de Floresta Amazônica até 2030.
A alemã, por sua vez, elogiou o anúncio de Dilma e disse que espera que isso encoraje outros países a lançarem objetivos climáticos ambiciosos durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 21.
- O Brasil deu um enorme passo quanto a isso. Descarbonização da economia até o fim do século. Isso deve ser incentivo para outros países serem mais audazes - declarou.
Apesar do anúncio, Dilma não adiantou quais serão as metas nacionais para a redução de emissões de gases de efeito estufa nem informou os números do atual cenário climático brasileiro.
- Vamos anunciar em setembro, na Conferência da ONU para adoção dos objetivos de desenvolvimento sustentável, a nossa declaração de emissões para a COP-21 à altura dos atuais desafios - afirmou Dilma.
JULHO FOI O MÊS MAIS QUENTE
Também ontem, um novo dado mostrou o impacto das mudanças climáticas no mundo. O mês de julho deste ano foi o mais quente já registrado na História, segundo cientistas do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência dos Estados Unidos.
Os pesquisadores ainda alertam que 2015 provavelmente também será o ano mais quente já registrado. O aumento da temperatura estaria relacionado com as mudanças climáticas e a forte presença de fenômenos como o El Niño, que aumentou a temperatura dos oceanos.

O Globo, 21/08/2015, Sociedade, p. 26

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