Brasil Norte-Boa Vista-RR
Autor: IVO GALLINDO
17 de Mar de 2003
Ex-governador frisou que o projeto da fábrica é irreversível: investimentos de R$ 1 bilhão e geração de seis mil empregos
O recém lançamento do projeto da fábrica de celulose em Roraima, utilizando como matéria-prima à plantação de Acácia Mangium, foi analisada pelo ex-governador Neudo Campos (PFL), um dos grandes incentivadores, como um processo irreversível à sua implementação e o primeiro grande passo para transformar a economia local.
Serão investidos mais de R$ 1 bilhão com o plantio de milhares de hectares de Acácio Mangium e com a construção da indústria, existindo a previsão de gerar cerca de seis mil empregos diretos e indiretos nos próximos quatro anos.
A expectativa é comercializar algo em torno de R$ 200 mil anuais com a exportação do produto final ao mercado internacional.
"O financiamento, talvez a equação mais difícil, já está pronto. Com as plantações da matéria-prima se multiplicando, o cronograma estabelecido e a questão ambiental resolvida, não existe mais nenhum grande problema ou possível empecilho intransponível", frisou Neudo Campos ao se referir principalmente ao laudo negativo de impacto ambiental.
Energia
Outro grande entrave, segundo o ex-governador, seria a disponibilidade de energia elétrica e sua confiabilidade, uma vez que o empreendimento necessita de 80 megawatts, enquanto que Boa Vista consome atualmente 60 mega. "Além disso, o problema da alta tarifa cobrada pela Elotronorte foi resolvido quando criamos uma empresa energética".
Na avaliação dele, a subsídio assegurado pelo governo estadual a BrancoCel vai gerar benefícios superiores. "Pelos estudos feitos, só o ICMS da massa salarial que vai adentrar em nosso Estado compensará fartamente essa questão. Os milhares de empregos representam o grande lucro do incentivo do poder público", enfatizou.
Economia
Pela dimensão do projeto, um dos maiores em andamento no País, outras empresas se sentirão atraídas para investir no Estado. A afirmação é de Neudo Campos, explicando que 'a partir da BrancoCel vão perceber a posição estratégica de Roraima. Estamos, por exemplo, há apenas três dias do canal do Panamá, ou seja, do Oceano Pacífico'.
"Não podemos deixar de observar que 300 milhões de dólares é muito dinheiro em qualquer lugar do mundo, especialmente com a competição gerada pela globalização. O lançamento da indústria de celulose é a grande transformação da economia roraimense, que deixará de ser do contra-cheque para se tornar da produção de riquezas", destacou.
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