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BNDES dará prioridade a fontes alternativas

OESP, Economia, p. B7
04 de Out de 2016

BNDES dará prioridade a fontes alternativas

Fernanda Nunes, André Borges, Luciana Collet,

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) definiu novas condições de financiamento do setor de energia elétrica, que priorizam o estímulo a energias alternativas, como a solar, ao mesmo tempo que suspende o crédito a térmicas a carvão e óleo combustível. A ideia é estimular a construção de usinas menos poluentes e deixar para a iniciativa privada o financiamento das demais. As medidas já valem para as usinas e linhas de transmissão que vão ser leiloadas neste ano.
Projetos de fontes renováveis de geração de energia terão acesso à mais baixa taxa de juros cobrada pelo BNDES, a TJLP, e ainda vão poder contar com o financiamento de até 80% de cada projeto. Em contrapartida, o limite de participação em grandes hidrelétricas passou de 70% para 50%.
Segundo a diretora de Infraestrutura do banco, Marilene Ramos, a estratégia está alinhada com o projeto do governo para o setor elétrico e foi previamente debatida com o ministério de Minas e Energia. A discussão envolveu também a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O banco ainda vai subscrever até 50% do valor das debêntures a serem emitidas pela empresa tomadora do crédito. O valor total do apoio do BNDES, incluindo o financiamento e as debêntures, não poderá ser superior a 80% do valor total dos itens financiáveis. O spread será de 1,5% para todos os segmentos e não haverá a concessão de empréstimos-ponte.
A Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM) criticou a decisão de retirar qualquer tipo de apoio a investimentos em termoelétricas a carvão e óleo combustível. "Não houve nenhuma discussão conosco. Com a crise hídrica, o governo voltou a apostar nas térmicas. Agora, vem uma decisão dessas?", disse o presidente da instituição, Luiz Fernando Zancan.
O Brasil tem 13 usinas a carvão em operação, que somam 3.389 megawatts, o equivalente a 2,4% da potência elétrica do País.

OESP, 04/10/2016, Economia, p. B7

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