OESP, Vida, p. A26
04 de Dez de 2010
Bloco exige que países ricos prolonguem Kyoto
Na Conferência do Clima, aliança de nações que inclui a Venezuela acusa industrializados de terem 'posições extremas'
AFP, EFE e Reuters
Os países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), que inclui Venezuela e Bolívia, exigiram flexibilidade das nações ricas nas negociações de um tratado global para o clima e disseram que, se elas não aceitarem um segundo período de compromisso com o Protocolo de Kyoto, um acordo será "muito difícil".
Em entrevista na Conferência do Clima da ONU (COP-16), que ocorre em Cancún, no México, a representante venezuelana, Claudia Salerno, acompanhada de negociadores da Bolívia, Equador, Nicarágua e Dominica, disse que os países desenvolvidos "estão voltando às posições extremas que tiveram" na conferência anterior, a COP-15, realizada no ano passado em Copenhague. "Se não há um segundo período de compromisso, é muito difícil que haja um pacote balanceado nesta negociação." Segundo ela, os países do bloco não estão dispostos a ceder. A decisão precisa de consenso.
O Protocolo de Kyoto, que impõe limites de emissão de gases-estufa para os países ricos, expira em 2012, mas muitas nações defendem que ele seja estendido. O Japão já se posicionou contra a ideia, o que gerou ontem críticas da China. "Querem matar o Protocolo de Kyoto", disse ontem o representante chinês Huang Huikang.
O principal negociador brasileiro, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, afirmou anteontem que se os japoneses realmente se negarem a fazer parte de Kyoto, "a chance de resultado em Cancún é muito pequena".
OESP, 05/12/2010, Vida, p. A26
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101204/not_imp649307,0.php
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