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Bird pode voltar a financiar usinas e energia renovável

O Globo, Economia, p. 38
05 de Jun de 2004

Bird pode voltar a financiar usinas e energia renovável
Dilma diz que declaração política de conferência internacional faz recomendação que beneficia Brasil

O Banco Mundial (Bird) e os agentes financeiros internacionais deverão voltar a investir na construção de usinas hidrelétricas e na produção de biocombustíveis no país. A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse ontem, antes de embarcar de volta para o Brasil depois de participar da Conferência Internacional sobre Energia Renovável, em Bonn (Alemanha), que uma das mais importantes decisões do evento foi incluir na declaração política quais eram as fontes renováveis de energia. Até agora, somente usinas hidrelétricas abaixo de 10 megawatts (MW) de potência eram consideradas energia renovável. No total, 154 países participaram do encontro.

O documento faz uma recomendação no sentido de que o Banco Mundial e os agentes de fomento devem expandir seus investimentos nas energias renováveis. Isso significará financiamento para investidores privados - disse Dilma.

Alguns dos programas brasileiros incluídos no plano de ação internacional foram o Proinfa, que prevê o financiamento de usinas de energia renovável; a expansão da utilização do etanol; o biodiesel a partir da mamona; e o programa Luz para Todos, universalização de energia elétrica com uso de energias da biomassa e solar nas áreas distantes.

Biocombustíveis devem se tornar mais competitivos

A ministra disse que a conferência foi muito importante, sobretudo para o continente africano, a América Latina, a Índia e a China:

- A conferência foi um sucesso. Chegou a um consenso e atendeu ao que nós considerávamos importante.

Dilma destacou também que havia problemas de barreiras comerciais em relação aos biocombustíveis, por se tratar de produtos agrícolas. Com a decisão de enquadrar esses produtos como fontes renováveis, o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e o biodiesel, da mamona, deverão se tornar bastante competitivos.

O Globo, 05/06/2004, Economia, p. 38

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