VOLTAR

Biopirataria - Grupo faz levantamento Política

Jornal do Commercio-Manaus-AM
22 de Jul de 2003

O grupo de trabalho criado na Assembléia Legislativa para recolher subsídios e alinhavar um projeto de lei que possa garantir os recursos da biodiversidade para o povo amazonense e combater a biopirataria, reuniu no final de semana em Manacapuru, a 84 quilômetros rodoviários de Manaus.

Na ausência do deputado Lino Chíxaro, a reunião foi dirigida pelo professor Frederico Arruda, presidente do GTAA.

A idéia foi recebida com otimismo pelos manacapuruenses, que se mostraram favoráveis à proposta do GTAA, mas a aplicabilidade e a eficácia da lei imaginada por Lino Chíxaro foram questionadas, diante de fatores como a ausência de ação integrada entre as várias instâncias do poder público.

Ajuda de comunidades

Arruda alertou para a importância efetiva das comunidades interioranas para combater a biopirataria, e disse que sem o debate municipalizado da proposta e da posterior aplicação da lei, será praticamente impossível obter resultados.

O Amazonas, dono da maior floresta tropical contínua e com o maior número de comunidades indígenas, tornou-se alvo preferido dos biopiratas, cuja ação se volta para a etnobioprospecção, isto é, o saber tradicional associado ao conhecimento biogenético, dissertou o pesquisador.

Manacapuru é um dos 16 municípios amazonenses a ter um Código Ambiental regulamentado, segundo o secretário de Desenvolvimento Sustentado, Meio Ambiente e Turismo, Luiz Andrade.

Parceria com o Estado

Portanto, está pronto para atuar em parceria com o Estado na aplicação da lei, porque sua política ambiental já ocorre de modo integrado com as comunidades locais, com projetos de desenvolvimento sustentado e conservação ambiental, inclusive em reservas criadas pela prefeitura e em parcerias com órgãos estaduais e federais.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.