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Biólogos temem fim de várias espécies nos oceanos

OESP, Vida, p. A20
25 de ago de 2005

Biólogos temem fim de várias espécies nos oceanos

The Washington Post

BIMINI, Bahamas - Por muitos anos, acreditou-se que os oceanos eram tão vastos que havia pouco risco de desaparecimento de espécies marinhas. Mas agora os especialistas temem um desastre. Suspeitam que o mundo está à beira de uma "onda de extinções oceânicas em formação".
Dezenas de biólogos acreditam que os mares chegaram a um ponto culminante, com grande número de espécies de peixes, aves e mamíferos a caminho da extinção. Nos últimos 300 anos, pesquisadores documentaram a extinção global de apenas 21 espécies marinhas - 16 desde 1972.
Desde o século 18, outras 112 desapareceram de regiões específicas e essa tendência também se acelerou a partir de meados dos anos 1960: cerca de 20 espécies de tubarão estão perto da extinção.
"É um desastre em câmera lenta", disse Boris Worm, da Universidade Dalhousie, do Canadá, e co-autor de um estudo de 2003 mostrando que 90% dos grandes peixes predadores desapareceram dos oceanos. "É silencioso e invisível. As pessoas nem imaginam. Isso não capturou nossa imaginação como as florestas tropicais."
Muitos ativistas têm se concentrado na situação de criaturas como o pica-pau-de-bico-de-marfim e o urso pardo, mas poucos abraçam a causa das espécies marinhas. Nas palavras de Sonja Fordham, do grupo Preservação Oceânica, elas freqüentemente "não são muito felpudas".
PEIXES
Embora algumas extinções anteriores tenham envolvido aves e mamíferos marinhos, é o destino de vários peixes que preocupa os especialistas. A industrialização do setor pesqueiro depois da 2ª Guerra Mundial, o boom mundial do desenvolvimento nas regiões costeiras e o aumento das temperaturas globais provocam uma grande diminuição das populações de peixes.
A pesca em grande escala responde por mais de metade das extinções de peixes documentadas nos últimos anos, escreveu em 2003 Nicholas K. Dulvy, do Laboratório de Lowestoft, na Inglaterra.
Nada empurrou mais a vida marinha em direção à extinção do que a pesca agressiva. Com a ajuda da tecnologia, as safras da pesca oceânica triplicaram de 1950 a 1992.

OESP, 25/08/2005, Vida, p. A20

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