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Biodiversidade da Amazônia é ameaçada pelo mercado externo

Página 20-Rio Branco-AC
27 de Out de 2003

Ibama calcula que Brasil já amarga prejuízo de mais de US$ 5,7 bilhões anuais com o patentamento externo de seus produtos como o cupuaçu, o açaí, a andiroba, a copaíba, o pau-brasil, o pau-rosa, o sapo kambô e por aí vai. Se o Brasil não abrir os olhos, não mudar e agilizar sua legislação, não colocar funcionários para trabalhar e não brigar lá fora, toda a rica biodiversidade da Amazônia brasileira e de outras regiões do país será patenteada no mercado internacional dentro de muito pouco tempo. Com isso, de nada adiantarão Estados como o Acre investir no desenvolvimento de produtos da floresta, se não terá, no futuro, para quem vendê-los no mercado externo.
É isso que se depreende da ampla reportagem publicada ontem pelo jornal Correio Braziliense, o mais lido da capital federal, acerca dos prejuízos que o país vem tendo com o crescente patenteamento de produtos, animais e matérias-primas da Amazônia por empresas americanas, japonesas e dos países da Comunidade Européia.
Segundo a reportagem, cálculos feitos pelo Ibama indicam que o Brasil já amarga um prejuízo diário da ordem de US$ 16 milhões (mais de US$ 5,7 bilhões anuais) por conta da biopirataria internacional, que leva as matérias-primas e produtos brasileiros para o exterior e os patenteia em seus países sedes, impedindo as empresas brasileiras de vendê-los lá fora e de ter de pagar royalties para importá-los em forma de produtos acabados.

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