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Belo Monte: empreiteiras e grandes consumidores pressionam governo

O Globo, Economia, p. 25
06 de Abr de 2010

Belo Monte: empreiteiras e grandes consumidores pressionam governo
Alteração das regras do leilão, porém, é descartada por Tolmasquim

Ronaldo D'Ercole

A duas semanas do leilão de concessão da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, em Altamira (PA), marcado para o dia 20, continuam intensas as pressões de empreiteiras e grandes consumidores de energia sobre o governo, na tentativa de mudar algumas das condições estabelecidas pelo edital de licitação do projeto.

Além de defender mudanças nas regras, como a que define que uma fatia de 10% da energia produzida poder ser vendida no mercado livre (em que as tarifas são mais altas), há questionamentos sobre as condições de financiamento da obra, uma vez que o preço teto para a energia no leilão, de R$ 83 por megawatt/ hora, é considerado baixo.

Alegando o risco de o custo da obra exceder os R$ 19 bilhões estimados pelo governo, as empreiteiras querem do BNDES condições melhores de crédito.

Os grandes consumidores reclamam a criação de mecanismos de defesa (hedge) contra os riscos do chamado submercado, que os obrigaria a pagar preços maiores que os contratados em caso de precisarem receber energia de outras regiões.

O governo, porém, entende que não há "razão forte" para modificar as regras do leilão.

- Não apareceu uma ideia mais consistente que justifique alteração - disse Maurício Tolmasquim, da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE).

O Globo, 06/04/2010, Economia, p. 25

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