Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
Autor: EDSON LUIZ
19 de Jun de 2003
Esquema do banco enviou metade do total desviado da autarquia para os Estados Unidos
Pelo menos metade dos recursos desviados de financiamentos da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) foi parar no exterior, por meio de remessas ilegais via Banestado.
As investigações indicam que cerca de R$ 700 milhões foram para os Estados Unidos e teriam sido encaminhados para uma conta onde também havia depósitos supostamente feitos pelo traficante Leonardo Dias Mendonça.
Os procuradores da República vão esperar a conclusão da apuração da força-tarefa formada por integrantes do Ministério Público Federal e Polícia Federal, no Paraná, para poder requerer os documentos apreendidos em Nova York. Mas pelo menos duas contas ligadas ao esquema da Sudam já foram descobertas. "Temos nomes de pessoas ligadas ao escândalo dos desvios de recursos, mas é necessário cruzar com outras informações obtidas pela força-tarefa", explica um dos investigadores.
Segundo as investigações, os recursos eram desviados de financiamentos feitos pela Sudam para projetos e encaminhados a doleiros do Pará e Paraná.
Em seguida, o dinheiro era enviado para Foz do Iguaçu e depois para Nova York, por meio de operações do Banestado.
Depoimento - O delegado da PF José Francisco de Castilho Neto depôs ontem na Comissão de Segurança Pública da Câmara e disse que pode chegar a US$ 60 bilhões o total de recursos enviados para o exterior por meio de contas CC-5 pelo Banestado. O valor estimado até agora era de US$ 30 bilhões.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.