VOLTAR

Balbina

OESP, Especial, p. X6
29 de Jan de 2010

Balbina

Amazonas

Legado da ditadura militar, a hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, é imbatível no quesito "projetos desnecessários". Inaugurada em 1989, ela inundou 2,6 mil quilômetros quadrados de área de floresta amazônica - o dobro do lago de Itaipu - e sua capacidade de potência (235 megawatts) é 60 vezes menor do que a da hidrelétrica em Foz do Iguaçu e não é capaz nem mesmo de abastecer Manaus.

"A potência é pouca porque a queda de água é pequena, já que a região é muito plana", explica Alexandre Kemenes, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Como se não bastasse, Kemenes, que estudou Balbina em seu doutorado, explica que a floresta em decomposição sob as águas da represa emite hoje 11 vezes mais metano e CO2 do que uma termoelétrica movida a carvão com mesma potência.

"Os troncos de árvores ainda estão lá. No começo se pensou que a floresta seria totalmente decomposta em alguns anos, mas a água ácida da região decompõe o material de forma muito lenta."

Segundo o pesquisador, as bactérias de decomposição se multiplicaram e consumiram grande parte do oxigênio da água, causando a morte dos peixes e também o mau cheiro.

OESP, 29/01/2010, Especial, p. X6

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.