OESP, Metrópole, p. E9
20 de Jun de 2015
AVE RARA TEM AJUDA PARA ACASALAR
Centro no interior abriga a arara-azul-de-lear
José Maria Tomazela
Extremamente raro na natureza, um casal de arara-azul-de-lear, criado no Zoológico de São Paulo, encontrou condições ideais para se reproduzir a 110 quilômetros da capital paulista. O Centro de Conservação da Fauna Silvestre do Estado de São Paulo, inaugurado ontem em Araçoiaba da Serra, no interior, reproduz o hábitat natural de espécies ameaçadas para favorecer o acasalamento.
O recinto das araras, espécie endêmica da região norte da Bahia, tem até um barranco de arenito, como os paredões frequentados por essas aves na natureza. De acordo com a secretária estadual do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, o objetivo do centro é promover a conservação das espécies no próprio ambiente onde ocorrem ou fora, mas em condições próximas do hábitat natural.
Em março, o zoológico havia mostra do a primeira arara-azul-de-lear nascida em cativeiro na América Latina. A fêmea da espécie costuma botar dois ovos na natureza, os deposita em pequenas tocas de pedras; no cativeiro, em ninhos de madeira. A ave corre risco de extinção. Calcula-se que, atualmente, existam apenas 1,3 mil exemplares no mundo.
As espécies selecionadas inicialmente para integrar o centro incluem ainda o mico-leão-preto, o mico-leão-dourado, o mico-leão-da-cara-dourada e o tamanduá-bandeira, todos também ameaçados de extinção.
Espaço. A unidade ocupa área de 80 mil metros quadrados na fazenda que a Fundação Parque Zoológico de São Paulo mantém no bairro Jundiaquara, em Araçoiaba, onde são produzidos os alimentos para os animais de seu acervo.
O projeto, que envolve vários institutos de pesquisa e universidades, desenvolverá ainda pesquisas e programas para a reintrodução de espécies na natureza. Para isso, o centro tem suporte do Departamento de Pesquisa Aplicada do Zoológico de São Paulo e vai compartilhar projetos com outras nove instituições brasileiras e internacionais.
Resultado de investimento de R$ 4 milhões, o Centro de Conservação da Fauna Silvestre tem áreas de medicina veterinária e biologia, salas de manejo, cirurgia e internação, laboratórios, berçário e incubadora.
OESP, 20/06/2015, Metrópole, p. E9
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