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Autor: Da Redação
11 de Mai de 2026
O campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, recebe a partir desta segunda-feira (11) o Acampamento Terra Livre (ATL) Mato Grosso, encontro que reúne lideranças indígenas de diversas regiões do estado para debates políticos, sociais e culturais.
O evento é organizado pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT) e se estende até quarta-feira (13). Leia mais: Região do Xingu, entre Mato Grosso e Pará, enfrenta avanço contínuo do garimpo ilegal Mais do que uma celebração da diversidade dos povos originários, o ATL se consolida como um importante espaço de articulação política e construção de propostas voltadas às políticas públicas indígenas. Segundo a organização, o encontro também será decisivo na preparação para o cenário eleitoral de 2026.
Para o primeiro-secretário da FEPOIMT, Silvano Chue Muquissai, esta edição tem um significado especial por marcar uma nova etapa de participação política institucional dos povos indígenas. "É um momento de construção de debate, de proposta de melhorias e de enxergar a conjuntura política. Vamos fazer nesse ATL a escolha dos candidatos que vão representar os povos indígenas nas eleições de 2026 para deputado estadual e federal", destacou.
A programação do ATL Cuiabá foi estruturada para contemplar temas considerados prioritários pelas comunidades indígenas. Entre os principais destaques está a mesa de abertura com lideranças e autoridades, realizada na manhã desta segunda-feira (11), seguida de uma roda de conversa sobre violência contra a mulher indígena, além de oficina de cinema promovida em parceria com a UFMT. Na terça-feira (12), os debates ganham caráter político mais intenso com a Audiência Pública "Mato Grosso é Terra Indígena!", na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No período da tarde, as discussões se concentram em temas como educação escolar indígena e meio ambiente. Já na quarta-feira (13), a programação inclui uma discussão técnica sobre o Zoneamento Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso (ZSEE/MT), além de um debate sobre saúde indígena e o processo eleitoral de 2026, reforçando a relação entre políticas públicas e participação política dos povos originários. Além dos debates políticos e institucionais, o ATL também abre espaço para a valorização da cultura indígena.
Durante os três dias de evento, o público poderá acompanhar exposições e vendas de artesanato, apresentações culturais das delegações e vivências de espiritualidade tradicional. De acordo com a organização, o objetivo é aproximar a sociedade não indígena das tradições e saberes dos povos originários, fortalecendo o diálogo intercultural. "Estamos nos preparando para receber, acolher e celebrar esse momento. É uma riqueza cultural aliada a discussões políticas profundas", reforçou Silvano.
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