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Atingidos por Tucuruí se mobilizam para cobrar agilidade do governo e de distribuidora

MAB-Movimento dos Atingidos por Barragens-Brasília-DF
09 de Nov de 2004

Desde as 6 horas da manhã, atingidos pela barragem de Tucuruí estão mobilizados em frente à sede da distribuidora de energia da Rede Celpa. São 900 atingidos, moradores das 1600 ilhas do lago da barragem, das áreas ribeirinhas, assentados e acampados e moradores urbanos que foram desalojados com a construção da barragem nos municípios de Tucuruí, Breu Branco, Novo Repartimento e Baião, todos municípios paraenses.

A Rede Celpa é concessionária privada responsável pelo fornecimento de energia elétrica para o estado do Pará. Pelo Programa Luz para Todos, do governo federal, a distribuidora recebeu 286 milhões de reais a fundo perdido para a instalação de luz elétrica para 46 mil famílias que ainda não tem acesso. Até o momento a distribuidora não beneficiou nenhuma família.

O gerente entrou em contato com as lideranças do Movimento para a negociação, mas os atingidos querem negociar juntamente com a Eletronorte e representantes do governo federal. Até o momento não foi feita nenhuma negociação.

Os atingidos reivindicam da Rede Celpa a eletrificação rural e urbana de 3.500 famílias na região das ilhas, 1.500 famílias assentadas próximas à rodovia Transbomjesus, 10 mil famílias assentadas próximas às rodovias Transcametá e Ladário, 5 mil famílias moradoras do município de Tucuruí. Reivindicam também a diminuição da tarifa da energia que é muito cara e a população não tem condição de pagar.

Do governo federal e estadual, os atingidos reivindicam o acesso ao Programa Luz para Todos, crédito subsidiado para 400 famílias das ilhas, assistência técnica para 1.500 famílias, 700 casas, o cadastro de 2.656 famílias para serem assentadas pelo Programa Nacional de Reforma Agrária, a regularização das terras localizadas nas ilhas dentro da barragem e também a diminuição do preço da energia.

Rogério Hohn, dirigente do movimento na região, diz que a população está animada e disposta a continuar a mobilização até ser recebida, apesar das pressões da polícia para a liberação da distribuidora. "Não é possível que os ribeirinhos e os moradores das ilhas formadas pelo da barragem ainda não tenham luz elétrica ou tenham que pagar tão caro por isso", conclui Hohn.

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