OESP, Metrópole, p. C8
03 de Out de 2008
Aterro privado aliviaria Ribeira
Litoral sul também se beneficiaria de nova área para lixo
Rejane Lima, SANTOS
Estrategicamente escolhida no eixo central do Vale do Ribeira, uma área de 550 hectares em Juquiá deverá trazer a solução para os lixões inadequados da região e do litoral sul. A Patercon Construções e Serviços Ltda investe R$ 2 milhões na instalação de um aterro sanitário entre os km 9 e 11 da SP-165. O Relatório Ambiental Preliminar (RAP) foi enviado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a expectativa é de que o aterro entre em funcionamento na metade de 2009.
A análise, porém, não tem data para ser concluída. "Fizemos um RAP muito bom, que é quase um EIA (Estudo de Impacto Ambiental)", disse o engenheiro José Neves Junior, da Experts Engenharia Legal e Ambiental, consultoria contratada pela Patercon.
De acordo com Neves, a Patercon, sediada em São Vicente, já atua na área ambiental e é proprietária do aterro do Guarujá. "A empreendedora vai utilizar 25 hectares, deixando uma área grande para preservação que terá um viveiro de plantas e uma escolinha de educação ambiental", disse.
O engenheiro acredita que a única solução viável para resolver o problema do lixo no Vale do Ribeira é um aterro regional e o fato do empreendimento ser privado encerra as disputas políticas. "Essa é uma região ambientalmente muito complicada, com parques estaduais e APAs (Áreas de Proteção Ambiental) e a área foi escolhida estrategicamente pela empresa por estar no eixo da região", explicou. Segundo Neves, o lençol freático da área fica há 10 metros de profundidade, quando o mínimo exigido é de 3 metros, e a vida útil do aterro deve variar entre 25 e 30 anos.
"O maior ganho ambiental do aterro são os encerramentos dos lixões dos municípios, pois o aterro tem toda proteção. É tecnologia de primeiro mundo", garante Neves, ressaltando que a localização o torna apto perfeitamente para receber resíduos produzidos em Peruíbe, Mongaguá e Itanhaém.
OESP, 03/10/2008, Metrópole, p. C8
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