OESP, Economia, p. B3
26 de Nov de 2013
Associação quer cancelar leilão de xisto
Tânia Monteiro / BRASÍLIA
A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) protocolou uma carta no Palácio do Planalto pedindo que a presidente Dilma Rousseff determine que "seja imediatamente retirado do edital da 12.ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) a exploração de gás e óleo de xisto".
A licitação está prevista para ser realizada nos dias 28 e 29 de novembro. Essa será a primeira licitação de área para exploração de gás ou óleo de xisto no Brasil.
O presidente da associação em Brasília, Marcos Montenegro, advertiu para os riscos dessa exploração, como a possibilidade de contaminação a água potável.
Montenegro lembrou que na França esse tipo de exploração está suspensa por cinco anos para estudos. A licitação será feita em sete bacias sedimentares.
Na carta, a Abes adverte que "a tecnologia atualmente utilizada para a exploração - a fratura hidráulica - tem sido proibida em diversos países onde foram considerados patentes e indiscutíveis os riscos de danos às águas subterrâneas e superficiais".
A carta destaca ainda que, no Brasil, a exploração de gás de xisto, prevista no edital, acarretará sérios riscos de contaminação dos aquíferos e pode comprometer os usos humanos nas bacias do Rio São Francisco, no Recôncavo Baiano e regiões costeiras de Alagoas e Sergipe, e em regiões do Paraná, Parecis, Paranaíba e até na bacia do Acre e Madre de Dios.
As entidades pedem também à presidente Dilma que determine a "realização de estudos que ofereçam melhor conhecimento, tanto sobre as propriedades das jazidas e das condições de sua exploração quanto dos impactos ambientais associados".
OESP, 26/11/2013, Economia, p. B3
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