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16 de Jun de 2010
A sétima edição da Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária - Brasil Rural Contemporâneo conta, este ano, com 127 empreendimentos oriundos da reforma agrária - 39 a mais que no ano passado. Considerado o maior evento de exposição e venda de produtos da agricultura familiar da América Latina, a Feira apresenta 650 estandes, sendo 113 provenientes de assentamentos e 14 de comunidades quilombolas, cujas áreas são demarcadas e tituladas pelo Incra. O evento, que teve início nesta quarta-feira (16), em Brasília, segue até o dia 20 de junho na Concha Acústica do Lago Paranoá.
Todas as unidades da federação estão representadas com empreendimentos da reforma agrária na Feira deste ano. O Acre foi o estado com o maior número de expositores, sendo 14 no total. São produtos como artesanatos feitos em látex, buriti, sementes diversas e ouriços de castanha; manteiga, queijos e outros derivados do leite; farinhas de banana e tapioca, licores e polpas de frutas diversas, palmito de pupinha e salame de cupuaçu. Também se destacam o Distrito Federal e o Mato Grosso do Sul, com 11 empreendimentos cada um.
Além da venda de produtos da reforma agrária, a Feira conta, ainda, com a Casa do Incra, um espaço formado por dois ambientes integrados, onde foi montada uma réplica de uma casa de farinha. Ali, toda a cadeia produtiva da mandioca é retratada de forma interativa e lúdica. Além da demonstração do processo de fabricação da farinha, do beiju e da goma derivados da mandioca, o espaço exibe, ainda, cantos das descascadeiras de mandioca, produtos e subprodutos do tubérculo e uma exposição fotográfica temática da reforma agrária.
Exemplos da reforma agrária
A Associação de Fiandeiras Fazenda Nova, no município de Fazenda Nova (GO), mostra na Feira produtos artesanais como cortinas, colchas e tapetes, produzidos por 23 famílias de assentados. Emília Soares da Silva, que representa a Associação, conta quais são as expectativas do grupo com este evento. "Essa é a primeira vez que participo desta Feira, que só conhecia de ouvir falar. Estou realizando um sonho. Acho que feiras deste tipo ampliam a renda dos assentados e o interesse em participar de grupos produtores de artesanato, como a nossa Associação", opina Emília, de 64 anos.
Segundo ela, a Associação é integrada predominantemente por mulheres e começou no final da década de 70 como um espaço de encontro e luta pela terra. Com a doação de algodão, as mulheres começaram a fiar e a vender seus produtos. O grupo se reúne duas vezes na semana e vende o artesanato no comércio local. O dinheiro arrecadado é utilizado para pagar as despesas geradas pelo próprio grupo e o restante é dividido entre as artesãs.
Da Bahia, seis assentamentos participam da Feira vendendo e expondo suas produções. O assentamento Vale Verde, em Sítio do Mato, e o Rio de Ondas, em Luiz Eduardo Magalhães, levam o artesanato baiano, sendo o deste último assentamento produzido com capim de ouro, fios dourados, nativos na região Oeste do estado. Já a tecelagem do assentamento Caritá, no município de Jeremoabo, é produzida por mulheres por meio do Programa Terra Sol. Assentados de Frei Vantuy, em Ilhéus, levam beijus para degustação e promoção no estande do Incra, e os assentamentos Nova Canaã (em Remanso) e Nova Jabuticaba (em Jaguarari) participam da Rede Sabor Natural do Sertão, que expõe produtos na Bodega da Caatinga. São doces e geleias de umbu, maracujá e manga.
Serviço
A entrada para a Feira e para os shows é gratuita. O transporte também, saindo do Terminal Rodoviário de Brasília/Estação Central do Metrô, durante o funcionamento da Feira, todos os dias, a cada 15 minutos. Será disponibilizado transporte de volta após a programação cultural.
Local: Concha Acústica do Lago Paranoá
Data: de 16 a 20 de junho
Horários: quarta, quinta e sexta-feiras - 16, 17 e 18/06 - das 13h às 22h / sábado e domingo - 19 e 20/06 - das 10h às 22h
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