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02 de Mar de 2010
A Polícia Civil ainda não conseguiu identificar o responsável pelo brutal assassinato do servidor federal da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Boa Vista, José Milamar Custódio da Silva, 54, conhecido por Milamar. O corpo dele foi encontrado carbonizado dentro do seu carro, uma pick-up L-200, também destruída pelo fogo, no dia 7 do mês passado, próximo a uma plantação de acácias no Bonfim.
A Polícia Federal chegou a investigar o caso no início para saber se o crime teria alguma ligação com o trabalho da vítima, mas a conclusão foi de que a morte do servidor não foi provocada pela sua atuação como chefe de posto da Funai na reserva indígena Raposa Serra do Sol. Com isso, o caso continuou sob a tutela da Polícia Civil. A investigação está sendo feita pelo delegado e agentes da Delegacia de Polícia Civil do Bonfim, e até ontem não havia notícia da prisão de nenhum suspeito do crime.
De acordo com informação de familiares de Milamar, ele saiu de casa em Boa Vista, no dia 4, sozinho, dirigindo seu carro e seguia para seu posto de trabalho na comunidade indígena, mas não chegou ao seu destino.
No quarto dia após sua saída a polícia recebeu a informação da localização da L-200 incendiada. Quando os policiais chegaram ao local encontraram um corpo humano carbonizado no banco do passageiro. Uma filha do servidor esteve no local e reconheceu o carro do pai. Ela também reconheceu uma corrente de ouro e um pingente encontrados no local.
O corpo carbonizado foi removido para o IML (Instituto de Medicina Legal) para estudo, que confirmou, através do exame da arcada dentária, que se tratava mesmo do servidor. Só após a confirmação da identidade da vítima é que os restos mortais de José Milamar foram entregues à família para serem sepultados.
DENÚNCIA - Quem tiver informação que ajude a polícia a desvendar esse crime deve ligar para os telefones 0800 95 1000, 197 e 190 das olícias Civil e Militar.
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