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Árvores da Amazônia têm até mil anos

O Globo, Ciência e Vida, p. 40
15 de Dez de 2005

Árvores da Amazônia têm até mil anos

As árvores da Floresta Amazônica são muito mais velhas do que se imaginava. A descoberta, feita por um grupo de pesquisadores brasileiros e americanos, surpreendeu os cientistas que estudam os padrões de crescimento da floresta e tem implicações nos cálculos do aquecimento global.
Usando métodos de datação por carbono, o grupo descobriu que até metade das árvores com mais de dez centímetros de diâmetro tem mais de 300 anos de idade. Algumas árvores, segundo os cientistas, teriam de 750 a mil anos de idade. Os resultados do estudo foram publicados na edição online da "Proceedings of the National Academy of Sciences".
- Pouco se sabia sobre a idade das árvores tropicais porque elas não têm os facilmente identificáveis anéis anuais de crescimento - explicou Susan Trumbore, da Universidade da Califórnia, uma das especialistas a participar do estudo. - Ninguém poderia imaginar que essas árvores tropicais seriam tão velhas e cresceriam tão lentamente.
Para Susan, as descobertas podem ter sérias implicações no papel que a Amazônia exerce em determinar os níveis mundiais de dióxido de carbono na atmosfera. O CO2 é um dos principais gases do efeito estufa que contribuem para o aquecimento global. Como as árvores são velhas e de crescimento lento, elas teriam menos capacidade de absorver o CO2 da atmosfera do que se acreditava.

O Globo, 15/12/2005, Ciência e Vida, p. 40

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