VOLTAR

Aquecimento global seria causa do caos

O Globo, O Mundo, p. 24
16 de Ago de 2010

Aquecimento global seria causa do caos
Efeito estufa estaria por trás dos eventos climáticos extremos no Paquistão e na Rússia

Do New York Times

Enchentes nos EUA, seguidas pela inundação no Paquistão que já afeta 20 milhões de pessoas. Ondas de calor que cozinharam o leste americano, partes da África e agora a Rússia, que perdeu milhões de acres de plantações de trigo e milhares de vidas na pior seca da sua história. Aparentemente sem conexão, estes fenômenos reforçam a ideia de que o aquecimento global pode estar provocando mais eventos climáticos extremos. E a resposta coletiva da comunidade científica é resumida em uma palavra: provavelmente.
- O clima está mudando - diz Jay Lawrimore, chefe de análises climáticas do Centro Nacional de Dados sobre o Clima dos EUA. - Eventos extremos estão acontecendo com maior frequência e, em muitos casos, maior intensidade - acrescenta ele, para quem o calor excessivo, em particular, está em linha com nosso entendimento de como o clima responde ao aumento dos gases do efeito estufa.
A teoria sugere que o aquecimento global associado a esses gases levará a tempestades mais fortes no verão, nevascas mais intensas no inverno, secas mais severas em alguns locais e mais ondas de calor recorde. E relatórios de cientistas e governos mostram que as evidências estatísticas são de que isso já está acontecendo. Mas este jogo com os números não facilita a associação de fenômenos climáticos específicos, como o de uma enchente com um furacão e uma onda de calor. A maioria dos estudiosos do clima reluta em ir tão longe, lembrando que o clima sempre foi caracterizado por uma enorme variação bem antes de os seres humanos começarem a queimar combustíveis fósseis e encher a atmosfera com os gases-estufa.
- Se você me perguntar se, como pessoa física, acho que a onda de calor na Rússia está ligada às mudanças climáticas, direi que sim. Mas, se você me perguntar como cientista se já provei isso, a resposta é não, pelo menos ainda não - diz Gavin Schmidt, pesquisador da Nasa.

O Globo, 16/08/2010, O Mundo, p. 24

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.