Agência Pará
14 de Jul de 2006
A proposta de criação da Flota (Floresta Estadual) do Paru, na região da Calha Norte, Oeste do Pará, foi aprovada por unanimidade na manhã da quinta-feira (13), durante consulta pública realizada no auditório da Sectam (Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente), em Belém. O projeto será agora encaminhado ao governador do Estado Simão Jatene, para ser sancionado.
Com a aprovação, o Estado será detentor da maior unidade de conservação para manejo florestal sustentável e exploração madeireira da Amazônia. A Flota do Paru terá 3,6 milhões de hectares disponíveis ao uso sustentável, e será a primeira floresta estadual do Pará.
Localizada na Calha Norte do rio Amazonas, ela vai abranger os municípios de Almeirim (58%) da área está situada nesse município), Monte Alegre (20%), Alenquer (18%) e Óbidos (4%).
A criação da Flota foi aprovada por associações comunitárias, organizações ambientais, representações do setor privado e de órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal, que participaram da terceira e última consulta pública organizada pelo governo do Estado para discutir a proposta.
Antes de Belém, foram realizadas, nos últimos dias 6 e 11, reuniões em Almerim e Monte Alegre, respectivamente. No total, cerca de 500 pessoas acompanharam os debates. O auditório da Sectam ficou lotado para o encontro.
O secretário executivo de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Raul Porto, afirmou na abertura da reunião que a criação da Flota do Paru terá pelo menos quatro efeitos concretos: vai conservar o meio ambiente, garantir a produção madeireira, gerar emprego e renda às comunidades da região e inibir a grilagem de terras e os conflitos fundiários.
'O nosso interesse é incentivar os planos de manejo, tanto dos produtos florestais quanto dos não-florestais. Isso vai ser uma redenção para estas comunidades, que hoje estão apartadas deste processo', ressaltou.
Porto lembrou que serão criadas regras para a utilização daquela área - como a licitação das florestas -, o que vai garantir a produção sustentável e a regularizada. 'Além do mais, tudo foi feito com base na lei do Macrozoneamento Ecológico-Econômico'.
Em seguida, Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), Organização Não-Governamental que assessorou o governo do Estado no processo de criação da Flota, fez a apresentação dos estudos que resultaram na proposta.
Ele destacou que a região onde a unidade de conservação será estabelecida possui alto potencial para uso florestal sustentável, pois abriga florestas de alto valor econômico.
'Com o plano de manejo, será possível a exploração de produtos florestais madeireiros e não-madeireiros. Além disso, também será possível se fazer pesquisas e desenvolver atividades de mineração, porque existe uma grande jazida de fosfato na região', explicou.
Segundo ele, o Pará e as comunidades da área de abrangência da Floresta Estadual ainda serão beneficiados com os impostos oriundos das atividades manejadas.
Local: Belém - PA
Fonte: Agência Pará
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