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Aposentadorias seriam fraudadas

Correio do Estado - Campo Grande - MS
05 de Abr de 2001

Fraudes contra a Previdência estariam sendo praticadas por pelo menos dez pessoas que foram registradas administrativamente pela Delegacia Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Campo Grande como sendo indígenas. A denúncia, feita por caciques ao presidente do órgão, Glênio da Costa Alvarez, em 18 de março, acabou sendo levada também ao Ministério Público Federal na tarde de ontem. De acordo com as lideranças em suas denúncias, o maior foco das fraudes vem se registrando nas aldeias de Ipegue, Bananal, Buriti e Cachoeirinha, na região sudoeste do Estado. Essas pessoas, que não são índigenas, utilizam-se dos benefícios previdenciários como aposentadoria, auxílio-maternidade e auxílio-doença. Para os caciques, que pedem investigações aprofundas ao Ministério Público Federal, tais casos ocorrem porque dentro da própria Funai Regional alguns administradores facilitam processos, para que as pessoas não índias recebam documentação de índios, beneficiando-se assim, de soslaio e criminosamente, de benefícios exclusivos dos indígenas. A maior preocupação dos líderes indígenas é que o INSS, diante das irregularidades praticadas, possa suspender os benefícios atingindo até mesmo os que legalmente estão habilitados para isso até que haja apuração das denúncias. Por isso, estão encaminhando uma série de documentos ao MPF para auxiliar nas investigações.

Baiano

Um dos casos apontados pelas lideranças é de um cidadão que recebeu carteira de identidade da Funai em Campo Grande como sendo Terena aldeado de Ipegue. O documento foi expedido em 20 de maio de 1999 e desde 27 de outubro de 2000 ele recebe aposentadoria de R$ 151. De acordo com as denúncias, ele teria nascido na Bahia. O INSS, em Campo Grande, solicitou o processo dessa pessoa para as devidas averiguações.

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