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Autor: Murilo Medeiros
15 de Mar de 2026
O Ministério da Saúde deve realizar uma força-tarefa de combate à chikungunya em aldeias de Dourados, cidade a 250 quilômetros de Campo Grande, nesta semana. As comunidades vivem uma epidemia da doença, com 150 casos confirmado até agora, além da morte de uma mulher indígena no município.
Segundo a pasta do Governo Federal, no dia 7 de março, agentes realizaram um mutirão de limpeza para coleta de resíduos. Entre segunda (9) e quarta-feira (11), equipes da Secretaria Municipal de Saúde fizeram tratamento químico em 1.156 casas. Agentes de endemia encontraram focos do mosquito em 589 moradias; ou seja, 26% do total de visitas. A maioria das larvas estava em caixas d'água, lixo e pneus.
Na ocasião, a Prefeitura de Dourados publicou nota dizendo que o combate ao mosquito e a atenção de saúde nas aldeias são atribuições do Governo Federal. "O governo federal falha na atenção primária e na prevenção nas aldeias, isso é fato, mas a população precisa cooperar", disse o secretário de Saúde, Márcio Figueiredo.
Já o Ministério da Saúde afirma que está monitorando os casos de chikungunya na reserva indígena de Dourados. "O Distrito Sanitário Especial Indígena Mato Grosso do Sul promove a instalação de ovitrampas (armadilhas para captura de ovos de Aedes aegypti) na região e realiza estratégias de educação em saúde, por meio dos agentes indígenas de saneamento", afirma a pasta, em nota.
O ministério diz, ainda, que irá intensificar ações de controle do mosquito Aedes aegypti, como eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas. Participarão da força-tarefa nesta semana o Polo Base de Dourados, Secretaria de Serviços Urbanos, Núcleo Regional de Saúde de Dourados, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)
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