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31 de Ago de 2013
Grupo teria tentado invadir o Piratini e foi contido pela Brigada Militar
Após conflito entre a Brigada Militar (BM) e indígenas que estão acampados em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, na tarde dessa sexta-feira, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, e o chefe de gabinete do Governador, Ricardo Zamora, propuseram uma reunião com representantes dos índios e quilombolas para a próxima quarta-feira. O grupo reivindica a demarcação de terras no Estado.
O governo gaúcho também deve convidar para o encontro representantes do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério da Justiça, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Conforme o Executivo, o confronto começou depois que um grupo de índios derrubou os gradis que faziam o isolamento do Palácio Piratini e ameaçaram invadir o prédio. Para conter a multidão, a BM utilizou bombas de gás lacrimogêneo. Cinco PMs ficaram feridos e foram atendidos por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Mas segundo um dos líderes da mobilização, o cacique Luiz Salvador, da comunidade indígena de Rio dos Índios de Vicente Dutra, houve abuso da BM. Ao menos quatro indígenas ficaram feridos. Um adulto, uma criança e dois adolescentes, intoxicados pelo gás lacrimogêneo.
Porém, conforme o titular do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel João Luís Prates de Godói, não houve confronto, e os instrumentos utilizados pela BM serviram apenas para afastar os índios que ameaçavam invadir o Piratini. Segundo o comandante, flechas, pedras e lanças foram jogadas contra os PMs.
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