Midiamax - midiamax.com.br
Autor: Murilo Medeiros
23 de Mar de 2026
As quatros escolas da RID (Reserva Indígena de Dourados) voltaram a funcionar nesta segunda-feira (23). As aulas estavam suspensas desde quarta-feira (18), por conta da epidemia de chikungunya que matou quatro pessoas nas aldeias Bororó e Jaguapiru.
Segundo o cacique Vilmar Machado, da aldeia Jaguapiru, o que levou ao cancelamento de aulas foi a alta quantidade de funcionários e alunos infectados. Agora, elas voltam ao funcionamento normal, mas em um período de avaliação.
"Voltaram hoje para avaliar se tem condições ou não. Se não tiver, paralisa novamente", explica o cacique. Segundo ele, a volta definitiva às aula depende do número de alunos e funcionários adoecidos. Na última semana, não havia efetivo suficiente para a realização de aulas.
Comunidade escolar adoecida
Na quarta-feira, segundo o cacique Vilmar Machado, só na Escola Estadual Indígena Guateka Marçal de Souza havia 20 funcionários com suspeita de chikungunya, entre merendeiros, zeladores e oito professores, e cerca de 10% dos alunos com sintomas.
A Escola Municipal Indígena Tengatiu Magangatu também teria vários funcionários administrativos e cerca de 30% dos alunos com suspeita.
Por fim, as Escolas Municipais Francisco Meireles e Indígena Ramão Martins também tinham, conforme o cacique, vários professores e funcionários administrativos doentes, além de uma boa porcentagem de alunos com chikungunya.
Hospital de Campanha
A Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, localizada na Aldeia Jaguapiru, passou a funcionar como hospital de campanha no enfrentamento à doença. A estrutura foi montada na quadra da unidade escolar e passou a atender a população na terça-feira (17).
A implementação do hospital foi realizada por equipes da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), em parceria com o HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados). Profissionais de Campo Grande e Caarapó reforçam o atendimento. Somente no primeiro dia, cerca de 80 pessoas foram atendidas.
Quatro mortes
O Ministério da Saúde confirmou a quarta morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul na terça-feira (17). Todas as vítimas são de Dourados, onde comunidades indígenas vivem epidemia da arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
A quarta morte, conforme a Secretaria de Saúde de Dourados, é de uma mulher de 60 anos, com comorbidades. Ela morreu na quinta-feira (12). Uma semana antes, um bebê de apenas três meses também morreu de chikungunya na cidade. As outras vítimas são idosos de 69 e 73 anos.
Em apenas dez dias - entre 7 e 17 de março -, o número de casos prováveis subiu 7,89% em Mato Grosso do Sul. Eram 2.446 registros, que saltaram para 2.639. O Estado segue liderando a incidência nacional de chikungunya, com 90,2 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. No Brasil, a incidência é de apenas 7,8.
A SES (Secretaria Estadual de Saúde) havia prometido publicar dados atualizados da evolução da doença até a última sexta-feira (20). No entanto, o boletim epidemiológico ainda não está disponível, até a publicação desta matéria. O Jornal Midiamax solicitou que a pasta envie os boletins atualizados e aguarda resposta.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax? 🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais: Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
(Revisão: Dáfini Lisboa)
https://midiamax.com.br/cotidiano/2026/apos-3-dias-sem-aulas-chikunguny…
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.