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Autor: Jéssica Santos e Rafaela Bittencourt
01 de Ago de 2015
Fechado há 12 anos, o Parque Zoobotânico de Macapá, localizado no distrito da Fazendinha, está aguardando o fim do impasse entre recursos federais e parcerias para, enfim, iniciar as obras de revitalização do local, que abriga atualmente 54 espécies de animais silvestres, mas, em 2003, o parque possuía 203 espécies.
O fechamento oficial do parque ocorreu em 2003 após avaliação realizada pelo IBAMA. A avaliação expôs uma estrutura inadequada para o recebimento de público e para abrigo dos animais. O parque existe desde a década de 1970 e foi fechado para o público no final de 1998.
Em 2013 o local passou por uma nova vistoria, desta vez realizada pela Delegacia de Meio Ambiente, na qual foi constatado que os logradouros das onças estariam totalmente inadequados para a permanecia dos animais, além de outros problemas estruturais do ambiente.
Segundo informações, a prefeitura se disponibilizou a utilizar recursos próprios para iniciar as obras no Parque. Foi destacado, também, que as obras de maior necessidade seriam iniciadas com recursos municipais para recuperar, de maneira emergencial, os logradouros dos felinos. O local aguarda recursos federais e de parcerias com empresas privadas para dar continuidade a revitalização estrutural que custará cerca de R$16 milhões.
"R$ 4 milhões de recurso federal, possivelmente, serão disponibilizados para revitalização dos demais logradouros e do local. Também há 80% de chance de firmarmos um convênio com um fundo europeu para financiamento do restante do projeto. Toda a revitalização do parque sairá em torno de R$ 16 milhões", explicou o diretor-presidente do Parque, Márcio Pimentel.
A principal parceria para recuperar o Zoobotânico viria de um fundo europeu, para preservação da Amazônia, que visitou o local no início do mês, e sinalizou apoio para dar continuidade às obras que ampliarão os logradouros dos animais, suportarão maior número de espécies e irão ajudar na preservação da mata nativa.
"Fizemos uma reforma na nossa gestão e recapturamos os animais que estavam soltos pelo parque. [...] Algo em torno de 15 macacos estavam circulando pelo local. Os quatis também estavam soltos e tentamos capturá-los, mas notamos que eles conseguiram se readaptar ao meio, então os deixamos livres para circular pelo ambiente", explicou Márcio Pimentel.
"A empresa responsável pelo logradouro da onça firmou um contrato conosco e estabeleceu o prazo de seis meses para a entrega. Apenas para esta obra são necessários R$ 600 mil", expôs o diretor-presidente.
Se não houver nenhum tipo de problema, durante o processo de reforma do local, a previsão é de que ele seja aberto ao público, novamente, em 1 ano e meio.
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