OESP, Cidades/Metrópole, p. C6
27 de Ago de 2006
Aos 200 anos, um museu de presente
Jardim Botânico do Rio ganha plano de revitalização para celebrar data
Roberta Pennafort
Em 2008, o Jardim Botânico do Rio faz 200 anos, e está se preparando para comemorar a data com todo o brilho que ela merece. Está em andamento o maior plano de revitalização da história do parque, que tem como ponto alto a criação do novo museu botânico, a ser instalado num casarão onde funcionava a antiga administração.
O museu será interativo e terá exemplares de espécies da flora brasileira. A direção pretende inaugurá-lo em junho de 2008, para a celebração do bicentenário. Na ocasião, será lançado um livro de fotografias e uma exposição ao ar livre, que contará a trajetória do parque, tendo como marcos o surgimento, com a vinda da família real portuguesa para o Rio, o aniversário de cem anos e a condição atual. Além de centro de visitação muito procurado por cariocas e turistas, o Jardim Botânico é importante espaço de pesquisa científica e pólo cultural.
Até a festa, o diretor do parque, Liszt Vieira, espera que as obras de regularização do solo estejam finalizadas, para que os deficientes possam se locomover com mais facilidade. O bromeliário e o orquidário também passam por reformas. Um centro de especialização em fauna brasileira está sendo montado. O projeto é do Ministério do Meio Ambiente e conta com patrocínio do Banco Mundial.
Aquário
Faz parte dos planos a destinação de uma área para piquenique no entorno do Aqueduto da Levada, restaurado no ano passado. Perto dali, será instalado, em 2007, um aquário com plantas marinhas. Também está prevista a reabertura de uma trilha de 600 metros em meio à mata atlântica. O caminho ganhará mudas de espécies que atraem beija-flores. "Por razões de segurança, a trilha ficou fechada desde o governo (Ernesto) Geisel, quando o presidente veio morar um tempo na casa da administração do parque", conta o diretor.
São muitas as histórias nesses 200 anos. A da fundação tem como protagonista d. João VI, que procurava um lugar para aclimatar espécies da flora européia. Escolheu a área rural que depois viraria bairro e levaria o nome de Jardim Botânico.
No terreno, o então rei de Portugal implantou uma fábrica de pólvora. O prédio original, desativado em 1831, hoje abriga um museu que também é um sítio arqueológico, com exposição de objetos encontrados em escavações.
OESP, 27/08/2006, Cidades/Metrópole, p. C6
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