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Autor: Juliana Bublitz
13 de Fev de 2014
Luis Carlos Heinze (PP) sugeriu a agricultores o uso de segurança privada para defender suas terras de indígenas
O vídeo com declarações polêmicas do deputado federal gaúcho Luis Carlos Heinze (PP) causou reações no Palácio do Planalto.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, declarou que "a incitação ao ódio deve ser rejeitada pela sociedade, pois dela resulta, exclusivamente, a violência".
Ela também afirmou que "o respeito à dignidade humana é um princípio constitucional com o qual todas as autoridades públicas assumem compromisso no Brasil".
A gravação foi feita em novembro do ano passado, mas só veio a público na quarta-feira, ao ser postada no YouTube em uma versão editada, por um perfil identificado como "Sepé Tiaraju". Nas imagens, Heinze e o deputado federal Alceu Moreira (PMDB) aparecem falando no salão paroquial do município, em uma audiência da Comissão de Agricultura da Câmara.
Diante do público, formado em sua maioria por pequenos agricultores, Heinze sugeriu a contratação de segurança privada para manter a posse das terras. Em outro momento, insultou não apenas índios e negros, mas também gays e lésbicas.
Moreira foi menos radical, mas também orientou os produtores rurais a se "fardarem de guerreiros" para se proteger. Como Heinze, foi aplaudido.
Assim que caiu na internet, o vídeo teve repercussão imediata. Em seu site, o Greenpeace Brasil criticou os parlamentares.
Deputados da base do governo Dilma, como Manuela D'Ávila (PC do B), Elvino Bohn Gass (PT) e Henrique Fontana (PT) também questionaram os colegas, especialmente Heinze.
- A julgar pelo que se vê no vídeo, Jair Bolsonaro não é o único do PP que prega o ódio contra negros, índios e homossexuais - afirmou Bohn Gass.
Heinze não voltou atrás no posicionamento (leia a entrevista ao lado). Moreira manteve o discurso, mas fez uma ressalva:
- Em nenhum momento eu incitei a violência. Eu disse para que as pessoas se unissem para protestar.
No fim da tarde de ontem, o caso já havia chegado ao conhecimento do presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar Júnior (PSD-SP). Segundo ele, a instauração de um processo disciplinar ainda dependia de representação.
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