OESP, Economia, p. B5
13 de Ago de 2010
ANP susta operação da P-33 da Petrobrás
Após denúncias de más condições de segurança, plataforma foi paralisada
Nicola Pamplona /Rio
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou ontem a suspensão das operações da plataforma P-33, do Campo de Marlim, na Bacia de Campos, alvo de denúncias sobre condições precárias de segurança. Técnicos da ANP embarcaram na plataforma anteontem, com oficiais da Marinha. As duas entidades são responsáveis por zelar pela segurança das plataformas de produção de petróleo no País.
"Pela natureza dos dados obtidos na última ação de fiscalização, ocorrida nos dias 11 e 12 de agosto, e com o objetivo de resguardar a segurança das operações e dos trabalhadores, a ANP decidiu suspender cautelarmente as operações na P-33 até que os níveis de segurança requeridos sejam restabelecidos, autuando a Petrobrás e garantindo-lhe o direito à defesa", disse a agência, em nota oficial.
Segundo o texto, a decisão foi tomada como medida preventiva. A fiscalização foi motivada por denúncias do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), que reclamam que a falta de manutenção da plataforma estaria colocando em risco a vida dos trabalhadores. A embarcação chegou a ser interditada pela Delegacia Regional do Trabalho na semana passada, mas foi reaberta por força de liminar obtida pela Petrobrás.
Até o início da noite de ontem, a Petrobrás não havia comentado o assunto. Em notas nos dias anteriores, a companhia reitera que não há problemas de segurança e que a plataforma passará por manutenção em outubro, segundo cronograma de paradas nas unidades de elaborado no final do ano passado. A empresa diz que a programação para manutenção exige tempo para a compra de equipamentos e contratação de serviços.
Outros problemas. O sindicato diz que outras duas plataformas encontram-se em estado crítico de manutenção: a P-31 e a P-35. Esta última, também em Marlim, teve um princípio de incêndio anteontem, segundo comunicado da Marinha. Segundo comunicado da Capitania dos Portos, não houve vítimas nem danos ambientais no incidente da P-35. O fogo foi controlado pelos próprios trabalhadores da plataforma.
PROCEDIMENTO
Rotina
As paradas para manutenção são feitas regularmente em todas plataformas marítimas de petróleo, às vezes resultando em queda na média mensal de produção de petróleo. A P-33, porém, tem produção pequena, em torno de 20 mil barris por dia.
Manutenção
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Marinha são responsáveis por zelar pela segurança das plataformas de produção de petróleo do País.
Denúncia
A fiscalização da P-33 foi motivada por denúncias do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), que reclamam que a falta de manutenção da plataforma estaria pondo em risco a vida dos trabalhadores. A embarcação chegou a ser interditada pela Delegacia Regional do Trabalho.
OESP, 13/08/2010, Economia, p. B5
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100813/not_imp594420,0.php
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