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Angra dos Reis faz mapeamento das áreas de risco do município

O Globo, Rio, p. 17
19 de Jun de 2013

Angra dos Reis faz mapeamento das áreas de risco do município
Objetivo da prefeitura é, com estudo, adotar medidas contra problema

PAULO ROBERTO ARAÚJO
pra@oglobo.com.br

RIO - Três anos depois que deslizamentos de terra no Centro de Angra e na Ilha Grande provocaram a morte de 53 pessoas, um diagnóstico por terra, mar e ar pretende mapear todas as áreas de risco do local, incluindo imagens feitas do helicóptero do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e levantamentos realizados em terra por técnicos do município. Na Ilha Grande, o estudo será feito a partir das embarcações que vão percorrer toda a sua costa, para identificar locais sujeitos a deslizamentos. Técnicos da Defesa Civil e do Departamento de Recursos Minerais (DRM) já fizeram um primeiro levantamento, usando a aeronave cedida pelo Inea.
- O objetivo é fotografar as áreas de risco e juntar as fotos ao material já existente para, enfim, entregar à população o mapeamento das áreas de risco do município - explicou a prefeita Conceição Rabha.
Em janeiro de 2010, deslizamentos de terra no Centro de Angra e na Ilha Grande provocaram a morte de 53 pessoas.
Todo o material será levado para o DRM, que está auxiliando a Defesa Civil municipal na revisão do mapeamento das áreas de risco. Hoje, Angra dos Reis tem dois estudos, além de um banco de dados próprio, por isso a necessidade de uma análise final por técnicos da cidade. Um mapeamento foi produzido pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ) e outro, pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), órgão do governo federal. Além disso, a própria Defesa Civil tem um banco de dados e estatísticas sobre deslizamentos, alagamentos e a frequência dessas ocorrências em toda a cidade. Os locais que mais preocupam os técnicos são os morros do Centro (Carioca, Santo Antônio, Abel e Carmo).
- Todos os estudos que vimos até aqui não foram conclusivos. Por isso, estamos voltando a campo para fazer um trabalho conclusivo e com imagens atuais - acrescentou a prefeita.
Depois de juntar as informações e as fotografias aéreas, a equipe técnica fará um trabalho de campo, visitando as localidades. Com o mapa de risco concluído, a prefeitura terá um diagnóstico final para tomar decisões e combater os problemas. Em alguns casos, soluções de engenharia, como a construção de muros de contenção e obras de sondagem, poderão evitar remoções. Em outros, porém, algumas casas poderão ser desocupadas.
- Precisamos dar uma resposta aos moradores. Onde for viável fazer obra de contenção, nós faremos. Mas, se precisarmos reassentar moradores, teremos que fazê-lo. - disse.

O Globo, 19/06/2013, Rio, p. 17

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