O Globo, Economia, p. 21
29 de Mar de 2013
Anglo: píer no AP cai e deixa 6 desaparecidos
Estrutura flutuante com caminhões, guindastes e parte da área administrativa desabou no Rio Amazonas
Parte do terreno onde ficava o píer da mineradora Anglo American na região portuária de Santana, a cerca de 20 Km de Macapá (AP), desabou por volta de 0h30m de ontem. Até o fim do dia, seis pessoas ainda estavam desaparecidas. As causas do incidente estão sendo investigadas.
Com o desmoronamento, caminhões, guindastes e parte da área administrativa, que estavam em uma estrutura flutuante da mineradora anglo-sul-africana, caíram no Rio Amazonas. Dois funcionários foram resgatados com vida do rio. O local continua isolado.
De acordo com a Anglo, o incidente foi provocado "por uma massa de água anormalmente grande" que também atingiu outros portos da região. Segundo testemunhas ouvidas pelo "Jornal Hoje", da TV Globo, foi o desabamento que originou a onda gigante, afundando as embarcações. O meteorologista Jeferson Vilhena disse ao "Jornal Nacional" que a causa da queda do píer poderia ter sido o descolamento de terra causado pelo excesso de peso das instalações.
MINAS COMPRADAS DE EIKE BATISTA
Para o Corpo de Bombeiros, porém, ainda não é possível informar a causa do desabamento do píer. - Isso vai ser fruto de uma investigação. Não sabemos ainda se a onda teria causado o acidente ou se foi justamente a queda da estrutura que provocou a onda - explicou o major Roberto Neri do Corpo de Bombeiros à Agência Brasil.
De acordo com a corporação, as condições no local do incidente dificultam os trabalhos de busca. Segundo Neri, a grande dificuldade está no número de ferragens no rio, além de uma massa de terra muito grande que deslizou.
Entre os desaparecidos, três eram funcionários da empresa e outros três eram contratados. O porto exportava manganês e minério de ferro. Este último é extraído de minas cujo controle (70%) foi comprado pela Anglo American do grupo de Eike Batista, em 2008, como parte da aquisição do projeto Minas-Rio. O restante (30%) pertence à canadense Cliffs Natural Resources. O valor do negócio, incluindo os dois sistemas, foi de US$ 5,5 bilhões.
Em 2012, as minas no Amapá foram colocadas à venda, seguindo a estratégia da empresa de concentrar esforços no projeto Minas-Rio. Em janeiro, a Anglo anunciou acordo para venda à companhia de mineração Zamin Ferrous. A operação ainda está sujeita à aprovação dos órgãos antitruste brasileiros.
O Globo, 29/03/2013, Economia, p. 21
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