O Globo, Economia, p. 36
23 de Ago de 2008
Aneel dá sinal verde às obras no Rio Madeira
Licença era a última formalidade para o início da construção da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia
Mônica Tavares
As obras da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, já podem ser iniciadas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem o projeto básico da usina, que terá 3.150,4 megawatts (MW) de capacidade instalada e um reservatório com área de 271 quilômetros quadrados. Publicada no Diário Oficial da União de ontem, esta era a última licença que faltava para que a Madeira Energia S.A. (Mesa) pudesse instalar o canteiro de obras.
Há cerca de 15 dias, a Mesa havia conseguido a outorga de disponibilidade hídrica, da Agência Nacional de Águas (ANA), e a licença ambiental de instalação, do Ibama.
A Mesa venceu a licitação para construir e operar a hidrelétrica de Santo Antônio em leilão realizado em dezembro do ano passado, com o preço final de R$ 78,87 por megawatthora (MWh). O valor representou um deságio de 35% em relação ao preço inicial de R$ 122 por MWh. Do total da energia produzida, 70% serão destinados às distribuidoras (consumidor cativo) e 30%, ao mercado livre.
Geração de energia terá início a partir de 2012
A hidrelétrica deverá gerar energia a partir de dezembro de 2012, data prevista para a entrada em operação das duas primeiras unidades geradoras. O projeto inclui a instalação de 44 turbinas. O prazo até a implantação final é de 43 meses, equivalente a 3,7 anos. O valor total do investimento, calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), para a construção da usina de Santo Antônio é de R$ 9,5 bilhões, com data de referência de dezembro de 2006.
Os sócios da Mesa são: Odebrecht Investimentos em Infra-estrutura, com 17,6%; Construtora Norberto Odebrecht, 1%; Andrade Gutierrez Participações, 12,4%; Cemig Geração e Transmissão, 10%; Furnas Centrais Elétricas, 39%; e Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP), formado pelos bancos Banif e Santander, com 20%.
O Globo, 23/08/2008, Economia, p. 36
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