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Ambientalistas protestam contra hidrelétrica no Rio Ribeira

Agência Estado
04 de set de 2006

Ambientalistas protestam contra hidrelétrica no Rio Ribeira
O Rio Ribeira de Iguape é o único grande rio do Estado de São Paulo que ainda não tem barragens

José Maria Tomazela

Uma expedição de ambientalistas vai percorrer em barcos e canoas o Rio Ribeira de Iguape, no Vale do Ribeira, para protestar contra projetos de construção de hidrelétricas no único grande rio do Estado de São Paulo que ainda não tem barragens.
As embarcações serão lançadas no rio na quarta-feira, 6, em Sete Barras. Por água, ou por terra nos trechos mais críticos, o grupo deve chegar na foz, em Iguape, litoral sul de São Paulo, no dia 7. Os manifestantes vão cobrar também a retomada das obras de fechamento do Valo Grande, nesse município, que estão paradas há quase 20 anos.
O Ribeira é o maior rio de São Paulo que deságua no Atlântico. Das 4 hidrelétricas projetadas para o rio, a do Tijuco Alto, proposta pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo Votorantim, está mais adiantada. Depois de várias alterações, o projeto ultrapassou as etapas iniciais do processo de licenciamento ambiental. O plano prevê a construção da usina na divisa dos estados de São Paulo e Paraná.
De acordo com o ambientalista Nilto Tatto, do Instituto Socioambiental (ISA), uma das entidades organizadoras da expedição, comunidades quilombolas, caiçaras, índios e de pescadores tradicionais serão prejudicadas pela barragem. A região concentra a maior área contínua de remanescentes de Mata Atlântica do País, com formações florestais, restingas, manguezais e um dos maiores complexos de cavernas do Brasil. Parte dela é considerada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.
Desde sábado, os ambientalistas realizam audiências com moradores das áreas ribeirinhas de municípios do Estado de São Paulo e do Paraná, no Alto Ribeira, para falar sobre os riscos das barragens. Na chegada em Iguape, o grupo fará uma passeata da Praça da Basílica até o Valo Grande, no ponto onde uma erosão causou a queda de oito casas, no mês passado.
O Valo é um canal artificial construído em 1848 para a passagem de barcos entre o Rio Ribeira de Iguape ao Mar de Dentro. Ao longo do tempo, a largura do canal foi aumentando e provocou o assoreamento do estuário. Nesta terça-feira, 5, os integrantes da expedição se reúnem na comunidade André Lopes, na beira do rio, em Eldorado, e na quarta seguem para Sete Barras, para iniciar a parte fluvial. Segundo Tatto, os barcos navegam até Registro. Dali, a expedição seguirá até Iguape por terra ou pelo rio, se as condições forem favoráveis.

Ambientalistas protestam contra hidrelétrica no Rio Ribeira
O Rio Ribeira de Iguape é o único grande rio do Estado de São Paulo que ainda não tem barragens

José Maria Tomazela

SOROCABA - Uma expedição de ambientalistas vai percorrer em barcos e canoas o Rio Ribeira de Iguape, no Vale do Ribeira, para protestar contra projetos de construção de hidrelétricas no único grande rio do Estado de São Paulo que ainda não tem barragens.
As embarcações serão lançadas no rio na quarta-feira, 6, em Sete Barras. Por água, ou por terra nos trechos mais críticos, o grupo deve chegar na foz, em Iguape, litoral sul de São Paulo, no dia 7. Os manifestantes vão cobrar também a retomada das obras de fechamento do Valo Grande, nesse município, que estão paradas há quase 20 anos.
O Ribeira é o maior rio de São Paulo que deságua no Atlântico. Das 4 hidrelétricas projetadas para o rio, a do Tijuco Alto, proposta pela Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo Votorantim, está mais adiantada. Depois de várias alterações, o projeto ultrapassou as etapas iniciais do processo de licenciamento ambiental. O plano prevê a construção da usina na divisa dos estados de São Paulo e Paraná.
De acordo com o ambientalista Nilto Tatto, do Instituto Socioambiental (ISA), uma das entidades organizadoras da expedição, comunidades quilombolas, caiçaras, índios e de pescadores tradicionais serão prejudicadas pela barragem. A região concentra a maior área contínua de remanescentes de Mata Atlântica do País, com formações florestais, restingas, manguezais e um dos maiores complexos de cavernas do Brasil. Parte dela é considerada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.
Desde sábado, os ambientalistas realizam audiências com moradores das áreas ribeirinhas de municípios do Estado de São Paulo e do Paraná, no Alto Ribeira, para falar sobre os riscos das barragens. Na chegada em Iguape, o grupo fará uma passeata da Praça da Basílica até o Valo Grande, no ponto onde uma erosão causou a queda de oito casas, no mês passado.
O Valo é um canal artificial construído em 1848 para a passagem de barcos entre o Rio Ribeira de Iguape ao Mar de Dentro. Ao longo do tempo, a largura do canal foi aumentando e provocou o assoreamento do estuário. Nesta terça-feira, 5, os integrantes da expedição se reúnem na comunidade André Lopes, na beira do rio, em Eldorado, e na quarta seguem para Sete Barras, para iniciar a parte fluvial. Segundo Tatto, os barcos navegam até Registro. Dali, a expedição seguirá até Iguape por terra ou pelo rio, se as condições forem favoráveis.

Agência Estado, 04/09/2006

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