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Ambientalistas da SOS Mata Atlântica instalam 'privadão' em frente à Alesp para protestar contra a falta de saneamento

G1 - http://g1.globo.com/
Autor: Por G1 SP - São Paulo
11 de out de 2019

Ambientalistas da SOS Mata Atlântica instalam 'privadão' em frente à Alesp para protestar contra a falta de saneamento

Os ambientalistas da Fundação SOS Mata Atlântica realizam a instalação de um vaso sanitário gigante na manhã desta sexta-feira (11) em frente à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), no Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista. Os manifestantes realizam o protesto contra a falta de saneamento básico no estado.

"Ao falar em saneamento, estamos tratando de algo crucial para a vida humana. Sendo assim, qualquer ação governamental pela despoluição de rios precisa contar com o engajamento da sociedade e, sobretudo, do comprometimento de todos com a gestão integrada da água", explica a coordenadora da causa Água Limpa da Fundação SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro.

Frente Parlamentar

O protesto acontece paralelamente ao lançamento da Frente Parlamentar Ambientalista pela Defesa das Águas e do Saneamento do Estado de São Paulo. A iniciativa consiste em um canal de participação da sociedade para o aprimoramento das políticas socioambientais. O evento acontece no auditório Franco Montoro, na Alesp.

Coordenada pela deputada estadual Marina Helou (REDE-SP), a Frente contará com a participação da Bancada Ativista (PSOL-SP), Márcia Lia (PT-SP), Reinaldo Alguz (PV-SP), Ricardo Mellão (NOVO-SP) e Sergio Victor (NOVO-SP).

Outros órgãos da sociedade civil como: Aliança pela Água, Articulação Mais Floresta PRA São Paulo, Ecofalante, Fundação SOS Mata Atlântica, Iniciativa Verde, Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), também integram o movimento.

Mancha de poluição

A mancha de sujeira do Rio Tietê avançou e atingiu 163 km, a maior extensão dos últimos 6 anos, de acordo com um relatório divulgado pela SOS Mata Atlântica em agosto deste ano.

O estudo da ONG monitora 566 km do Tietê, que tem 1.100 km, desde sua nascente, em Salesópolis, no interior de São Paulo, até a foz no Rio Paraná, no município de Itapura. Os técnicos analisam a qualidade da água em quase 100 pontos.

O resultado deste ano revelou que a poluição atingiu 163 km do rio, um aumento de 33% em relação ao ano passado, e a maior mancha desde 2013. A mancha representa 28,3% do trecho monitorado.

Depois de passar por algumas cidades da Grande São Paulo, o Tietê que chega à capital está praticamente morto. As águas escuras e com mau cheiro muito forte estão carregadas de esgoto não tratado, que vem das casas, indústrias e áreas de cultivo agrícola.

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/10/11/ambientalistas-da-…

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