O Globo, Sociedade, p. 33
04 de Mar de 2016
Ambientalista é assassinada dentro de casa
Premiada ativista Berta Cáceres foi morta a tiros uma semana após se opor a projeto de hidrelétrica
RIO - O assassinato de uma conhecida ambientalista indígena hondurenha está provocando forte reação de organismos internacionais. Cofundadora do Conselho de Povos Indígenas de Honduras, Berta Cáceres foi assassinada uma semana depois de receber ameaças por se opor a um projeto de hidrelétrica. Ela foi baleada por homens que invadiram sua casa em La Esperanza na madrugada de terça-feira.
Os relatos sobre o crime ainda divergem bastante. Enquanto uns dizem que foram dois assassinos, outros dão conta de um grupo de até 11 homens armados. Não há suspeitos identificados até agora. À imprensa local, a polícia afirmou que o assassinato aconteceu durante uma tentativa de roubo, mas familiares estão certos de que foi uma represália ao ativismo ferrenho de Cáceres contra a construção de represas e a ação de madeireiras ilegais.
- Ela foi morta por causa da sua luta, soldados e pessoas da represa são responsáveis, tenho certeza disso. O governo é o responsável - disse a mãe da ativista, de 86 anos, a uma rádio local.
Cerca de cem pessoas fizeram uma caminhada da sede da promotoria pública até a delegacia local. Muitos estão chegando a La Esperanza para aderir às manifestações. Por seus esforços para proteger o meio ambiente e os povos nativos da América Central, Cáceres recebeu diferentes prêmios.
A organização Freedom House emitiu uma nota de pesar: "Berta Cáceres, como líder da comunidade indígena Lenca e cofundadora do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras foi uma das maiores defensoras da terra e dos direitos ambientais e indígenas em seu país. A morte dela deixa um grande vazio na luta por justiça e no movimento para acabara com a impunidade em Honduras"
O Globo, 04/03/2016, Sociedade, p. 33
http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/assassinato-de-ambie…
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