OESP, Vida, p. A15
16 de Nov de 2011
Amazônia precisa de solução global
O economista Jeffrey Sachs também alertou, no debate na ONU, para o "enorme estresse" que atinge a floresta amazônica. "Localmente, há pressão da agricultura, do desmatamento, do desejo de construção de infraestrutura."
"Há momentos em que parece que o desmatamento na Amazônia começa a ser controlado. Mas são fases e depois vemos novas explosões", disse. Para ele, a pressão sobre a Amazônia não vem mais apenas de fatores locais.
"Mesmo se houver uma interrupção no desmatamento, a região continuará sofrendo. Existe o risco de que haja uma diminuição importante das chuvas, o que pode aumentar a incidência de incêndios e um risco ainda maior de desmatamento", disse.
Sachs também destaca a mudança na percepção sobre o papel da Amazônia. "Na primeira reunião sobre meio ambiente, a constatação era de que a floresta poderia nos salvar. Hoje, o que sabemos é que nenhuma região pode mais salvar o mundo sozinha, nem a Amazônia. Por isso, o Brasil precisa gritar e pedir que haja uma solução global. Mas, claro, não vai bastar apenas apontar dedos aos culpados. Cada um terá de assumir sua responsabilidade", disse.
O Brasil tem hoje uma lei que estabelece uma redução de 80% no desmatamento da Amazônia e de 40% no desmatamento do Cerrado até 2020. Mas, apesar de ter assumido uma meta nacional de cortar as emissões de gases-estufa entre 36% e 39% até 2020, em relação ao que emitiria se nada fosse feito, o País defende nas reuniões internacionais que apenas os países industrializados devem ter compromissos obrigatórios.
OESP, 16/11/2011, Vida, p. A15
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