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Amazônia é monitorada em tempo real

GM, Nacional, p. A8
10 de Mar de 2005

Amazônia é monitorada em tempo real

A possibilidade de se avaliar em tempo real o desflorestamento da Amazônia foi aberta pelo Sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) com apoio do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O sistema mostra os locais de desmatamentos na região, classificados por período observado e por faixa de área - de 25 hectares a 5 mil hectares. Ele produz informações imediatas sobre as regiões recém-desflorestadas e foi desenvolvido para fornecer rapidamente aos órgãos de controle ambiental informações periódicas sobre eventos de desmatamento, para que o governo possa tomar medidas de contenção.
Segundo o Inpe, o Deter não tem como objetivo calcular a extensão das áreas desmatadas, função já exercida pelo Projeto Prodes, que divulga anualmente taxas de desmatamento da Amazônia Legal através de monitoramento por satélite.
A inovação utiliza sensores com alta freqüência de observação para reduzir as limitações da cobertura de nuvens, como o sensor Modis, a bordo dos satélites Terra e Acqua, da Nasa, a agência espacial norte-americana, e o sensor WFI, que está no satélite brasileiro CBERS-2.
O primeiro sensor tem resolução espacial de 250 metros e freqüência de cobertura do País de três a cinco dias. O outro sensor tem resolução espacial de 260 metros e freqüência de cobertura do Brasil de cinco dias. Segundo o Inpe, mesmo com a resolução espacial reduzida dos sensores, é possível detectar desmatamentos recentes cuja área seja superior a 0,25 quilômetro quadrado.
As deficiências de resolução espacial são compensadas pela maior freqüência de observação. Como o sistema produz informação em tempo "quase real", a sociedade passa a dispor de uma ferramenta de suporte à gestão de terras na Amazônia.

GM, 10/03/2005, Nacional, p. A8

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