OESP, Negócios, p. B11
02 de Mai de 2005
Amazônia atrai investimentos em hotéis
Grupos estrangeiros apostam na capacidade da região de receber clientes classe A
Liege Albuquerque
Pelo menos três grandes apostas no setor de hotelaria, trazidas por empresas estrangeiras, aportam no Amazonas nos próximos meses. Estão nessa fila um navio-hotel, que promete uma versão mais confortável dos tradicionais gaiolões que cruzam os rios da Amazônia, e dois novos hotéis de selva - um da rede Hilton e outro da Accor, disputando a mesma área incrustada na selva, a mais de 200 quilômetros da capital, em Novo Airão.
"Manaus é uma das melhores apostas para a hotelaria deste século", defende o diretor de operações da rede Accor no Brasil, Orlando Souza, que recentemente inaugurou um novo flat na região, o Accor Parthenon The Future Manaus.
Segundo a Empresa Amazonense de Turismo (Amazonastur), órgão ligado ao governo estadual, há hoje em Manaus regularizados 27 hotéis de selva e 31 urbanos, sem contar flats e pensões. Há aproximadamente 30 mil leitos disponíveis em hotéis só na capital. À espera de registro, há mais de dez redes hoteleiras, a maioria estrangeira.
NAVIO
No dia 12 de maio, começa a primeira temporada nos rios amazonenses do Grand Amazon Jungle Cruiser, da espanhola Iberostar com um sócio brasileiro não revelado. O navio, que já está ancorado no porto de Manaus, vai trazer as mordomias de um cruzeiro de luxo, com diárias que variam de US$ 276 a US$ 470, conforme o estilo de uma das 75 cabines.
No valor está incluída a alimentação a bordo, bebidas, passeios, atividades de lazer e excursões. Para a primeira temporada, não há mais vagas.
O navio foi construído no estaleiro Rio Negro, em Manaus, seguindo as características exclusivas para navegação fluvial. Uma das características prometidas é que, diferentemente dos barcos regionais, o navio terá água tratada e sistema de esgoto feito a partir de tecnologia importada da Alemanha. Além do imprescindível ar-condicionado.
Ar-condicionado, por sinal, será o diferencial dos 80 quartos do hotel de selva Mercure, no qual a Accor vai atuar como operadora hoteleira, com investimento de empresários italianos. "Vamos inaugurar em junho de 2006, aproximadamente, mas será certamente o mais luxuoso dos hotéis de selva do Estado", promete Orlando Souza.
Segundo Souza, o hotel não vai ter cabanas e decoração rústica. "Não vamos maquiar o extremo conforto que o hóspede exigente quer ter", diz. "Tem gente que quer passar o dia na selva, mas quer um cinco estrelas no fim do dia, antes da nova aventura. Esta é a idéia do Mercure."
Dos três empreendimentos na fila, é o da rede Hilton que se tem menos detalhes. Segundo a Amazonastur, a área já está comprada, no município de Novo Airão. Há ainda um nome registrado para o empreendimento: Hilton Jungle Palace. A previsão de inauguração é setembro de 2006.
OESP, 02/05/2005, Negócios, p. B11
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