OESP, Vida, p. A19
26 de Set de 2006
Amazonas e Rio abrigam cidades com mais reservas
Terra das cachoeiras e do cupuaçu, Presidente Figueiredo, no Amazonas, é a cidade com mais RPPNs do País. São dez unidades, com 511 hectares no total. Silva Jardim, no Rio, vem em segundo lugar, com oito reservas. É lá que está um dos poucos refúgios do mico-leão-dourado.
Proprietário da Fazenda Bom Retiro, entre Silva Jardim e Casimiro de Abreu, o ambientalista Luiz Nelson, de 45 anos, transformou o terreno da família em uma RPPN de 472 hectares. A experiência com universitários e alunos de escolas locais, segundo ele, já rendeu a descoberta de uma variedade de bromélia, além de um caramujo considerado extinto no Brasil. 'A região tem potencial científico. Ao divulgarmos isso, mostramos como as RPPNs são importantes para a biodiversidade.'
Próximo a Bom Retiro, a RPPN Serra Grande é voltada para a visitação turística e científica. Embora não tenha a infra-estrutura da reserva de Luiz Nelson, que tem chalés, restaurante e um salão com informações sobre espécies da região, abriga sete cachoeiras em 1,5 km de trilha. Em Presidente Figueiredo, a RPPN Adão e Vida também tem trilhas e cachoeiras.
Ao contrário do Rio e do Amazonas, onde há cidades com um grande número de RPPNs, São Paulo tem 33 municípios com uma ou, no máximo, duas reservas. Em São Sebastião, a única existente está situada entre o mar e a serra. Nos seus 1.282 hectares há animais como bicho-preguiça, tamanduá-mirim, jaguatirica e gato-maracajá.
Considerando os Estados, Minas Gerais é o líder em RPPNs, com 67 áreas de conservação. São Paulo vem em quinto, com 33, atrás de Bahia, Goiás e Rio. Embora proprietários afirmem ser mais fácil criar as reservas recorrendo aos órgãos locais, é preciso uma lei específica e a publicação, pelo Ibama, de uma portaria que reconheça a área como uma RPPN.
OESP, 26/09/2006, Vida, p. A19
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