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Amapá assina declaração internacional que estabelece o compromisso de preservar as florestas

Instituto Estadual de Florestas do Amapá - http://www.ief.ap.gov.br
26 de set de 2014

O Amapá se posicionou a favor da preservação das florestas brasileiras durante a oitava reunião anual da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF), entidade que reúne 22 estados e províncias de sete países. Antes mesmo de o evento acabar um importante documento foi apresentado, a Declaração de Rio Branco.

A declaração assinada e defendida pelo Amapá, estabelece o compromisso de preservar as florestas, propondo a meta de reduzir o desmatamento em 80% até 2020, desde que exista um financiamento - público ou através de mecanismos de mercado - de longo prazo para promover as ações essenciais para a preservação das florestas.

"A Declaração de Rio Branco surge como um chamado para que parceiros e comunidade internacional se mobilizem na busca por garantir que os recursos para os esforços de conservação e de melhora da condição de vida dos povos locais sejam levantados", afirmou William Boyd, conselheiro do GCF.

A Força Tarefa (GCF) é uma colaboração subnacional entre 22 estados e províncias no Brasil, Indonésia, México, Nigéria, Peru, Espanha e Estados Unidos, que somam um quarto das florestas tropicais do mundo, incluindo mais de 75% das florestas do Brasil e Peru, e mais da metade das florestas da Indonésia.

Desde 2008, os estados e províncias do GCF tem sido pioneiros nos esforços para promover a integração da proteção climática e florestal, liderando a construção de programas subnacionais para REDD+ e desenvolvimento de baixas emissões. Nos seis estados brasileiros do GCF, por exemplo, o desmatamento diminuiu mais de 70% entre 2006 e 2013, resultando em mais de quatro bilhões de toneladas de emissões de CO2 evitadas.

Entretanto, apesar de todos esses esforços, os estados e províncias do GCF tem recebido muito pouco apoio financeiro para continuar mantendo a conservação de florestas. Um dos objetivos principais da declaração é atrair investimentos diretos em nível estadual para a conservação de florestas, atrelado aos compromissos que estão sendo assumidos pelos estados. Os governos signatários prometem ainda que uma parte significativa desses investimentos seriam direcionados diretamente para populações tradicionais e comunidades indígenas que vivem nas florestas dentro de seus estados.

Entre as formas de conseguir financiamento, a declaração aponta a importância do REDD+, mecanismo que remunera a redução de emissões de gases do efeito estufa através da preservação florestal.

Se for realmente cumprida a meta de 80% de redução no desmatamento, o GCF estima que quatro bilhões de toneladas métricas de CO2 equivalente deixem de ser emitidas até 2020.

Atualmente, mais de 20% das florestas tropicais estão em estados e províncias do GCF, incluindo 75% das florestas brasileiras, metade das florestas indonésias e 80% das peruanas.

Amapá

Mostrando seu compromisso com a florestas , pelo segundo ano consecutivo, o Amapá apresentou a menor taxa de desmatamento de florestas entre os nove estados que compõem a Amazônia. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e se baseiam em imagens de satélites que compõem o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes).

Nos últimos 10 anos, a taxa de 2013 foi a menor já registrada para o Amapá, e quatro vezes mais baixa que a maior detectada, em 2008, com 100 quilômetros quadrados. Os números do projeto Prodes, segundo o Inpe, são usados pelo Governo Federal para a implantação de políticas públicas para a região. Os dados são apresentados de forma estimativa nos meses de dezembro, e os consolidados são divulgados no ano seguinte.

" Nós, os membros da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF), uma colaboração subnacional de 22 estados e províncias no Brasil reafirmamos nosso compromisso em reduzir o desmatamento tropical, proteger o sistema climático global, melhorar os meios de vida rurais e reduzir a pobreza em nossas jurisdições." (Trecho da Declaração de Rio Branco, que pode ser acessada aqui)

http://www.ief.ap.gov.br/conteudo/lista_noticias/538

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